sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Capela de Nossa Senhora da Encarnação (Chaviães), algumas referências históricas do sec. XVIII e XIX


O dia 23 Abril de 1707 corresponde à data do testamento de João Durães, viúvo, deixando à Senhora da Encarnação de Gondufe meio almude de vinho. Contudo, o ano de 1708 é a data inscrita na verga do portal.
Em 1739, a 18 Julho, o visitador Abreu Soares recomenda aos moradores que fechem o adro da capela, com um muro à roda, com fossos nas entradas, para evitar o acesso a animais imundos e carros, bem como consertar o caminho para o cruzeiro e fazer de novo a cruz deste, a qual se acha quebrada. Recomenda também retalhar o telhado e comprar 4 sanguinhos.
Em 1755, o visitador, tesoureiro-mor da Colegiada de Valença, o Pe António de Vasconcelos de Almeida de Queiróz, diz ter achado a Capela da Encarnação pouco decente e sem que nela se terem cumprido as obras capituladas nas visitações anteriores. Assim, se até ao dia de Nossa Senhora da Natividade (8 Setembro), não estivesse rebocada por dentro, caiada, com forro posto, sanguinhos, véu branco, cálix dourado por dentro e por cima a patena e pronta para se poder fazer a festa, o pároco mandaria fechar a porta, trazer a chave, porque a dava por suspensa, e conduzir a Senhora para a Igreja Matriz. Por lhe constar o zelo e devoção do Pe Manuel Rodrigues Souto e querer incumbir-se da inspecção das obras precisas para a capela, poderá cobrar as esmolas que os moradores do lugar de Gondufe derem e os mais devotos quiserem e aplicá-las para o culto e decência da dita Senhora e capela. Nesta época, refre-se que o pároco elege anualmente um mordomo no dia da festa, a votos dos moradores que contribuam para o ornato da capela e capelão que nela diz missa, o qual devia ser de sã consciência; neste ano elegeu-se Tomé Esteves, do lugar de Gondufe.
Em 1758, a 13 Abril, existe referência à capela pelo Pe António José de Sousa Gama nas Memórias Paroquiais da freguesia, como tendo sido feita pelos moradores do lugar para nela ouvirem missa de alva aos domingos e dias Santos, visto ficarem distantes da Matriz um quarto de légua. Diz ainda que a capela era antiga e não tinha romaria alguma.
Em 1822, a 11 Agosto, o visitador João da Cunha Alves, abade de Santo Estêvão de Alvim, diz que a capela precisava muito de ser caiada de cal, e areia, por dentro e por fora, de um crucifixo para o altar, porque o que tinha estava totalmente indecente. O pároco daria parte à casa do despacho para se proceder contra eles, ou pagar mil réis.

Em 1825, a 28 Junho, o visitador Pe António de Araújo Figueiredo, abade de São Pedro de Valbom, diz que os moradores não têm dado satisfação ao que foi capitulado. Já tem a cal para o reboco de paredes e telhados, mas ainda não fizeram a obra, pelo que incorrem em pena de mil réis. Desta forma, dava o prazo de três meses para a feitura da obra, solicitando também umas sacras para o altar de baixo, sob pena de 2$000 na futura visita.

Informações recolhidas em: www.monumentos.pt (Paula Noé, 2009)

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