sexta-feira, 22 de novembro de 2013

As últimas vontades dos fregueses nos registos paroquiais de Chaviães (século XVII)


Em 1662, o Abade Francisco de Lyra Castro narrou o seguinte registo de óbito: ‘’aos vinte e oito dias do mês de Outubro do ano de mil seiscentos e sessenta e dois faleceu, com todos os Sacramentos, Domingos Rodrigues, de Portela do Couto, meu freguês, de uma bala com que foi passado, saindo da Praça de Melgaço a pelejar com o inimigo, o galego, que ao tal tempo veio aos arrebaldes de dita Praça. Seu corpo foi sepultado nesta Igreja. Fez testamento em que dispôs por sua alma dezoito missas repartidas em três ofícios. E para que conste de tudo fiz e assinei. Francisco de Lyra Castro, Abb’’. À margem: ‘’Registado – 1º Estado 6; 2º Estado 6; 3º outros 6 – Domingos Rodrigues’’.
O mesmo abade ‘’lavrou’’, ainda, em 1666 o seguinte assento: ‘’ aos dezoito dias do mês de Junho do ano de mil seiscentos e sessenta e seis faleceu, com todos os Sacramentos, Isabel Rodrigues, viúva da Tapada desta freguesia. Fez testamento em que dispôs por sua alma doze missas, em três ofícios; em cada um missa cantada e os últimos ofertados a cem réis cada um; mais duas missas votivas: uma a Nossa Senhora da Peneda e outra à Senhora da Orada. Esmolas: à Confraria do Santíssimo um cabaço de vinho; à das almas outro cabaço de vinho; à Confraria do Nome de Deus, de Nossa Senhora e de S. Sebastião, a cada uma meio cabaço de vinho. E para que conste foi, digo, seu corpo foi sepultado dentro da Igreja. E para que conste fiz e assinei, Era ut supra. Francisco de Lyra Castro’’.



Texto extraído de: Jornal ‘’A Aurora do Lima’’ de 12/11/08 (J. Rodrigues).

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