sábado, 7 de abril de 2018

De Melgaço a La Lys: 100 anos depois da batalha




Faz amanhã, dia 9 de Abril, 100 anos da página mais negra da participação portuguesa na 1ª Grande Guerra. Durante a Batalha de La Lys, a 9 de Abril de 1918, na Flandres Francesa, centenas de portugueses tombaram e milhares foram dados como desaparecidos em combate. Entre ao soldados melgacenses, 4 morreram em combate mas outros 9 melgacenses desapareceram durante a batalha.
Os falecidos foram os soldados José Cerqueira Afonso, de Paços (Melgaço); José Narciso Pinto, de Chaviães; João José Pires, da freguesia de Paços (Melgaço), António José da Cunha, natural da freguesia da Santa Maria da Porta (Vila – Melgaço). O último pertencia ao 6.º Grupo de Baterias de Metralhadoras e os três primeiros eram soldados que pertenciam à 4ª Brigada de Infantaria do CEP, Regimento de Infantaria n.º 3 (Viana do Castelo). Esta era conhecida como a Brigada do Minho, a que pertenciam a maioria dos soldados melgacenses, e já tinha conquistado uma reputação de bravura na frente de batalha muito antes de lhe ser confiada, em Fevereiro de 1918, a defesa do sector de Fauquissart, em Laventie, na Flandres francesa, perto da fronteira com a Bélgica, onde ainda se encontrava nesse fatídico dia 9 de Abril de 1918, quando foi dizimada pelos alemães na dita batalha de La Lys.
Os soldados da Brigada do Minho passaram a noite de 8 para 9 de Abril a arrumar armamento, munições e outros equipamentos e pertences. Iam ser rendidos por batalhões ingleses no dia 9 e hoje em dia acredita-se que os alemães sabiam disso. Sabiam também que a infantaria portuguesa não estava preparada para aquela guerra e que tinham sido treinados à pressa numa falácia vendida pelo regime republicano que apelidaram de “Milagre de Tancos”. Os soldados de Melgaço e de outras regiões eram lavradores, pedreiros e de outros ofícios. Muitos deles nunca tinham saído da sua terra. A grande maioria nem sabia ler e escrever. Um soldado não se faz num par de meses…
Esta batalha foi, por essas e outras razões, um dos maiores desastres de toda a História Militar portuguesa. Terão caído sobre as posições portuguesas cerca de 1,4 milhões de granadas. A dita batalha é contada por um soldado português que nela esteve envolvido numa carta enviada à família. Na mesma, datada de 11 de Julho de 1918, o soldado tentou reconstituir, em breves palavras, os acontecimentos daquela noite: “Às quatro horas da manhã do dia 9 de Abril de 1918 rompe um enorme bombardeamento por parte do inimigo, coisa essa que nós, à primeira vista, não estranhámos, visto que já estávamos habituados a tudo isso, mas o prazo desse bombardeamento foi-se prolongando e as horas foram-se passando, e já depois de o inimigo ter feito grandes tentativas para avançar para as nossas trincheiras e sempre repelido pelo nosso fogo, continua o grande bombardeamento com uma tal violência que ao fim de algumas horas o chão estava todo voltado com o debaixo para cima, um completo horror, é mesmo inexplicável. Milhares e milhares de infelizes portugueses tinham desaparecido, uns despedaçados pelos ares, outros tinham ficado soterrados para jamais serem vistos”.
No dia seguinte, chegara a hora de contabilizar as baixas: 398 mortos (369 praças e 29 oficiais) e uma esmagadora maioria de prisioneiros (6585, dos quais 6315 eram praças e 270 oficiais). Na 4ª Brigada de Infantaria, as baixas situam-se em cerca de 60% entre mortos, feridos e prisioneiros. No Regimento de Infantaria 3 (Viana do Castelo), as baixas cifram-se em 570, de um total de 700 homens que estavam em posição naquela noite. Deste total de baixas, houve registos de 91 mortos (4 de Melgaço), 155 feridos, 7 desaparecidos e 317 soldados feitos prisioneiros. Deste total de prisioneiros de guerra, nove soldados eram melgacenses. Inicialmente, estes homens foram dados como “desaparecidos em combate” e esse facto foi comunicado às famílias. Vários meses mais tarde, após o fim da guerra, em Novembro de 1918, a Comissão dos Prisioneiros de Guerra, comunicou que estes homens se encontravam em campos de prisioneiros na Alemanha, pondo fim a meses de sofrimento dos soldados e das suas famílias que os julgavam mortos. Na realidade, estes melgacenses foram todos capturados durante a Batalha e levados para campos de prisioneiros na Alemanha. Eram eles os soldados Mário Afonso, de Santa Maria da Porta (Vila); António Fernandes, de PensoAbílio Alves de Araújo, natural de freguesia incógnita (Melgaço); Avelino Fernandes, de AlvaredoAntónio José Rodrigues, de Paderne; Inocêncio Augusto Carpinteiro, de S. PaioJustino Pereira, de Cubalhão; António dos Reis, da Rua Direita (Santa Maria da Porta, Vila) e António Pires, de Roussas. 
Um prisioneiro português conta-nos o caminho que fizeram desde a captura na Batalha de La Lys até ao campo de prisioneiros. Na primeira noite, a noite de 9 para 10 de Abril, foi passada em cenário de guerra. Ele conta que foram colocados num lamaçal cercados por uma cerca de arame farpado. Diz que era como se guarda os animais no monte.  Foram sentados todos lado a lado e aí foram despojados dos seus bens. Tudo o que interessava aos soldados alemães era-lhes retirado. E conta que eles de facto tentavam iludir os soldados, guardando os objectos que mais valor tinham para eles, os seus relógios, os seus bens pessoais, e depois trocavam esses bens por alimentos, tentavam corromper os próprios soldados alemães.
Esta primeira noite é passada completamente ao relento. Estamos a falar de homens que há 24 horas que não comem nada e recebem a primeira refeição no caminho para a cidade francesa de Lille, no dia seguinte.
Por essa altura, a cidade de Lille estava já sob o domínio alemão desde o início da guerra e portanto os próprios civis franceses eram eles próprios como que prisioneiros dos alemães. Então, à chegada dos prisioneiros portugueses, os civis franceses juntavam-se em multidões tentando encorajar os próprios soldados e atirando-lhes pedaços de comida, que era o que eles aproveitavam para comer nessas alturas. Obviamente que estas acções eram reprimidas pelos soldados alemães.
Os soldados portugueses passam a primeira noite num quartel em Lille, e depois seguem para a cidadela de Lille, para uma fortaleza que servia como uma espécie de entreposto na distribuição dos prisioneiros portugueses para os diferentes campos de concentração alemães. Passam cerca de três dias em Lille e seguidamente recebem ordem de marcha para o campo na Alemanha.
No caminho para a estação de comboio (eles viajaram de comboio), no caminho para essa estação, ele conta casos verdadeiramente comoventes dos seus compatriotas e dele próprio. Obviamente que tentavam furar as fileiras dos soldados alemães e nos campos agrícolas em volta tentavam retirar todos os alimentos, para assim conseguirem sobreviver.
Mais tarde, apanham o comboio com destino à Alemanha e viajam em carruagens sem o mínimo de condições. Eram carruagens de transportar animais, portanto sem o mínimo de condições de higiene e de segurança.
E então fazem o caminho longo de dois dias e duas noites, passando por Bruxelas até a Alemanha. Na Bélgica eles não chegam a sair do comboio, ficam o tempo todo dentro do comboio. São novamente incentivados pelos civis belgas e alimentados por eles.
Quando entram na Alemanha, apercebem-se de que o seu destino ia mudar. Nota-se grande hostilidade por parte dos próprios civis alemães, agora em vez de os incentivarem, obviamente que os insultavam, em vez de lhes atirarem pão, atiravam pedras à carruagem.
Então chegam ao campo de prisioneiros, que fica a norte da cidade de Colónia, um campo muito grande, com muitas infra-estruturas muito bem organizado, e que tinha inclusivamente até um jornal publicado pelos prisioneiros franceses.
Aqui, eles eram alimentados basicamente com uma alimentação à base de pão, água e de caldos com ingredientes de origem muito duvidosa.
O que ele valoriza muito é a acção dos franceses, em todos os campos onde ele esteve. Os franceses partilhavam com os mais necessitados os bens alimentares e os bens de primeira necessidade, principalmente com os portugueses, com os italianos, com os russos, que eram os que viviam em piores condições.
Estes nove melgacenses foram espalhados pelos campos de prisioneiros de Dulmen, situado na região da Westefalia; Munster II, situado na região da Renânia Norte - Westefália, a cerca de 40 Kms a norte da cidade de Dortmund; Friedrichsfeld, situado a cerca de 25 Kms a norte da cidade de Duisburgo, perto da fronteira com a Holanda; Senne, que fica próximo da cidade de Bielefeld, a cerca de 80 Kms da fronteira com a Holanda; Hameln, situado a cerca de 30 Kms a sudoeste da cidade de Hannover, a uma distância de cerca de 100 Kms da fronteira com a Holanda.
Em Novembro desse mesmo ano de 1918 chega o fim da guerra. Mais tarde, os prisioneiros são libertados. Nalguns casos, os campos são abandonados pelos próprios alemães deixando os prisioneiros à sua sorte. O regresso dos soldados portugueses é caótico. Não foi organizado pelas autoridades portuguesas um eficaz transporte destes milhares de soldados. Muitos deles viajam por conta própria até portos na Holanda ou então até Cherbourg, em França. 
Felizmente, para estes nove prisioneiros de guerra melgacenses, regressaram todos vivos, tendo desembarcado em Lisboa entre Janeiro e Fevereiro de 1919.
Da pesquisa que realizei, apesar das informações escassas, deixo aqui algumas informações acerca do percurso de cada um destes soldados, homens da nossa terra.

MELGACENSES MORTOS NA BATALHA DE LA LYS (LEVANTIE, FLANDRES FRANCESA)

·                     João José Pires, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Abril de 1893 no Outeiro, lugar da freguesia de Santa Maria de Paços, filho de José Joaquim Pires e de Alexandrina Pires; solteiro e morador em Paços; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918. Encontra-se sepultado no Cemitério de Richebourg l`Avoué (França), Talhão C, Fila 10, Coval 5.

·                     José Narciso Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Março de 1893 na Igreja, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Manuel António Pinto e de Cândida Maria Alves; casado e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho. Falecido em combate na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918. Encontra-se sepultado no Cemitério de Richebourg l`Avoué (França), Talhão D, Fila 3, Coval 24.

·                      António José Cardoso Ferreira Pinto da Cunha, segundo-sargento do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 28 de Julho de 1892 na Rua Direita, vila e freguesia Santa Maria da Porta de Melgaço, filho de António José Ferreira Pinto da Cunha e de Carlota Amália Cardoso; solteiro e morador na vila de Arcos de Valdevez; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Metralhadoras. Participou na Batalha de La Lys. Inicialmente dada com desaparecido em combate. Mais tarde considerado morto em combate na dita batalha a 9 de Abril de 1918. Desconhece-se o paradeiro dos seus restos mortais.
Nesta investigação, fui descobrir uma carta que este Segundo Sargento Pinto da Cunha, escrita algures na primeira metade de 1917, à data estudante no liceu de Guimarães, escreveu a uma pessoa influente para que esta intercedesse junto do ministro da Guerra, Bernardino Machado, no sentido de obter dispensa do curso de sargentos até Julho de 1917, para poder frequentar o liceu e fazer exame do então 5º ano. Argumentava que já no ano anterior não tinha podido terminar este nível dos estudo por ter sido chamado ao quartel. Desconheço a resposta a esta missiva.

·                     José Cerqueira Afonso, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Março de 1892 nas Fontes, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Inácio José Afonso e de Maria Cerqueira; casado e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918.


Prisioneiros de guerra melgacenses capturados na
Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918)

1  Mário Afonso, soldado do 2º Grupo de Baterias de Artilharia, nascido em 12 de Agosto de 1891, filho de António Luiz Afonso e Tereza de Jesus, natural do lugar de S. Julião, freguesia de Santa Maria da Porta, casado. Embarcou para França em 20 Agosto de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 28 641. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e levado para o Campo de Prisioneiros de Dulmen situado na região da Westefalia (Alemanha), tendo estado também no Campo de Prisioneiros de Hameln. O soldado Mário Afonso embarcou no navio inglês "Northwestern Miller" em 31 de Janeiro de 1919 e desembarcou em Lisboa de 4 de Fevereiro de 1919.

    António Fernandes, 2º Cabo do 2º Grupo de Baterias de Artilharia, nascido em 19 de Junho de 1891, filho de Agostinho Fernandes e Maria Rosa Esteves Cordeiro, natural do lugar de Ranhol, freguesia de Penso, casado. Embarcou para França em 17 Novembro de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 33 557. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e levado para o Campo de Prisioneiros de Münster II (Alemanha). O soldado António Fernandes embarcou no navio inglês "Northwestern Miller" em 31 de Janeiro de 1919 e desembarcou em Lisboa de 4 de Fevereiro de 1919.

    Abílio Alves de Araújo, 1º Cabo  do Regimento de Infantaria nº 29, 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho), filho de João Manuel de Araújo e Maria Joaquina Alves, natural de Melgaço (data de nascimento e freguesia de naturalidade desconhecidas), solteiro. Embarcou para França em 22 Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 46 998. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e levado para o Campo de Prisioneiros de Friedrichsfeld (Alemanha). O soldado Abílio de Araújo embarcou no navio inglês "Northwestern Miller", na Holanda, em 31 de Janeiro de 1919 e desembarcou em Lisboa de 4 de Fevereiro de 1919.

    Avelino Fernandes, Soldado do Regimento de Infantaria nº 3, 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho), nascido em 7 de Novembro de 1893, filho de Francisco Fernandes e Libania Martins Peixoto, natural do lugar de Ferreiros, freguesia de Alvaredo, casado. Embarcou para França em 18 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 49 462. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e internado no Campo de Prisioneiros de Dulmen (Alemanha). O soldado Avelino Fernandes embarcou no navio inglês "Northwestern Miller" em 12 de Janeiro de 1919, na Holanda, e desembarcou em Lisboa de 18 de Janeiro de 1919.

António José Rodrigues, Soldado do Regimento de Infantaria nº 3, 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho), nascido em data desconhecida, filho de José Manuel Rodrigues e Carolina Rosa Rodrigues, natural da freguesia de Paderne, solteiro. Embarcou para França em 15 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 49 526. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e levado para o Campo de Prisioneiros de Münster II (Alemanha). O soldado António José Rodrigues embarcou no navio inglês "Northwest Miller" em 31 de Janeiro de 1919 e desembarcou em Lisboa de 4 de Fevereiro de 1919.

   Justino Pereira, Soldado do Regimento de Infantaria nº 3, 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho), nascido em data desconhecida, filho de António Pereira e Maria Esteves, natural da freguesia de Cubalhão, solteiro. Embarcou para França em 15 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 49 544. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães. A partir daqui, o percurso deste soldado é um autêntico mistério. Desconhece-se o campo de prisioneiros onde esteve já que não consta no seu boletim individual. Não consta na base de dados do Comité Internacional da Cruz Vermelha. Sabe-se apenas que desembarcou em Lisboa em 3 de Janeiro de 1919, não se sabendo se embarcou na Holanda ou em Cherbourg (França).

    Inocêncio Augusto Carpinteiro, Soldado do Regimento de Infantaria nº 3, 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho), nascido em 28 de Agosto de 1895, filho de Firmino Augusto Carpinteiro e Joaquina Rosa Soares, natural da freguesia de S. Paio, lugar dos Barreiros, solteiro. Embarcou para França em 15 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 49 556. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e levado para o Campo de Prisioneiros de Dulmen (região da Renânia/Norte Westfalia, Alemanha, a cerca de 40 Kms a norte de Dortmund) tendo estado também no Campo de Senne, que fica próximo da cidade alemã de Bielefeld. O cartão de identificação do prisioneiro de guerra que em baixo se mostra pertence ao campo de Senne. O soldado Inocêncio Carpinteiro embarcou no navio inglês "Northwestern Miller" na Holanda em 12 de Janeiro de 1919, na Holanda, e desembarcou em Lisboa de 18 de Janeiro de 1919.

    António dos Reis, Soldado do Regimento de Infantaria nº 3, 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho), nascido em 25 de Junho 1892, filho de João Batista Reis e Lauriana Joaquina Esteves, natural da Rua Direita, freguesia de Santa Maria da Porta, solteiro. Embarcou para França em 15 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 49 563. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e levado para o Campo de Prisioneiros de Friedrichsfeld (Alemanha). O soldado António dos Reis fez a viagem até Cherbourg (França) onde embarcou no navio inglês "Orita" em 13 de Fevereiro e desembarcou em Lisboa de 16 de Fevereiro de 1919.

   António Pires, Soldado do Regimento de Infantaria nº 3, 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho), nascido em 8 de Julho de 1894, filho de pai incógnito e Dolores Pires, natural do lugar do Paço, Roussas, solteiro.   Embarcou para França em 22 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 49 837. Sobreviveu à guerra. Desaparecido em combate na Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Feito prisioneiro pelos alemães e levado para o Campo de Prisioneiros de Friedrichsfeld (Alemanha). O soldado António Pires embarcou no navio inglês "Northwestern Miller" em 12 de Janeiro de 1919 e desembarcou em Lisboa de 18 de Janeiro de 1919.





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