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domingo, 3 de abril de 2016

A água de Melgaço: pura, selvagem e heroicamente ferruginosa

Água de Melgaço
Na edição do suplemento LIfestyle do jornal "Público" de antes de ontem (1 de Abril), o escritor Miguel Esteves Cardoso refere-se às Águas de Melgaço e rotula-a com adjetivos elogiosos. Escreve nestes termos: "Há blogues tão apetitosos que, quando vão de férias, causam ansiedade aos viciados. É o caso do magistral Restos de Colecção, de José Leite.
Mas até nisso tem pinta. Numa nota aos leitores, escreve: “Caros leitores, Por me encontrar ausente do país a publicação de novos artigos está suspensa até à segunda quinzena de Abril”.
O blogue é tão procurado que quando escrevo “Água das Lombadas” no Google aparece logo o belíssimo trabalho de José Leite, datado de 6 de Outubro de 2011, sobre a lendária água mineral de São Miguel.
A Água das Lombadas era a minha água mineral preferida mas desde a catástrofe de 2008, em que uma derrocada destruiu a unidade de captação e engarrafamento, que deixou de existir.
Como escreveu Adelino Mota Oliveira no glorioso Açoriano Oriental — o mais antigo jornal português — a água mineral das Lombadas “é uma riqueza que existe e que está, simplesmente, votada ao abandono”.
Vale a pena ler a crónica toda, com a ironia melancólica mas realista do autor.
Num dos anúncios da Água das Lombadas reproduzidos nos Restos de Colecção lê-se (com as maiúsculas originais) que “O ácido carbónico é NATURAL – Não é, como em algumas águas, introduzido artificialmente. É ÁGUA CARBO-GAZOSA NATURAL”.
Hoje as águas minerais que jorram da nascente já com bastante gás (mais concretamente com anidrido carbónico superior a 250 miligramas por litro, segundo o site da Unicer) chamam-se águas minerais naturais gasocarbónicas.
As melhores águas minerais gasocarbónicas pertencem à Unicer: a Vidago, a Água das Pedras e a Melgaço. São também excelentes as duas águas lisas da Unicer: a água Mineral Vitalis (da serra de São Mamede e da serra das Águas Quentes ,em Mação) e a água de nascente Caramulo.
A água de Melgaço é porventura a última água mineral gasocarbónica que é engarrafada tal e qual é captada. Tem um sabor formidável a ferro, como tinha a Água das Lombadas, e tem as mesmas propriedades restauradoras.
Apenas existe em garrafinhas impecáveis de vidro de um quarto de litro. Mas apetece beber logo duas de seguida. A água de Melgaço, tal como a das Lombadas, é uma água de amar ou odiar.
Numa prova recente, houve três pessoas que odiaram (a Maria João, a Sara e a Tristana) e duas que adoraram (o meu neto António e eu). O António apreciou o carácter “vulcânico” da água de Melgaço. A água das Lombadas era genuinamente vulcânica mas a de Melgaço tem a mesma alma de ferro e fogo.
A Água das Pedras também era uma água de amar ou odiar. Havia quem bebesse só pelo efeito digestivo, sem gostar do sabor. Hoje em dia vai sendo difícil encontrar quem a deteste com a paixão do século passado.
Suspeito que a Água das Pedras tenha sido aperfeiçoada pela Unicer. Continua a ser uma água deliciosa mas não é a Água das Pedras de antigamente. A Unicer esclarece no rótulo e na ficha técnica que ambas as versões da Água das Pedras (a Pedras Salgadas e a Levíssima) foram “submetidas a um método de adsorção autorizado”.
Claro que continuam a ser naturalmente gasocarbónicas. Nada têm a ver, por exemplo, com a Perrier que, apesar de muito boa, é “uma água mineral reforçada com gás proveniente da mesma nascente”.
Fazem o mesmo com a Vidago. A Vidago é outra belíssima água gasocarbónica mas também foi aperfeiçoada. É diferente da Vidago do século XX, mais agradável e ligeiramente mais gasosa talvez.
Estou tão agradavelmente habituado às versões com “método de adsorção autorizado” que ficaria escandalizado se alterassem o método. No entanto, gostaria muito se houvesse versões da Água das Pedras e da Vidago originais, tal qual jorram da nascente, sem serem submetidas a qualquer método que não o engarrafamento.
A Água de Melgaço é, por isso, um monumento gasocarbónico que deve ser celebrado e mantido a todo o custo. Tem toda a força ferruginosa das origens. É bom ter em casa uma garrafeira de águas minerais naturalmente gasocarbónicas, começando pela mais levezinha (a Vidago), passando pelas duas versões da Água das Pedras e acabando na Água de Melgaço que, por ser original, é a que parece ter menos gás.

As águas minerais e de nascente que não são gasocarbónicas são outro campeonato, sejam mais ou menos gaseificadas. Algumas são muito boas, outras menos agradáveis. Ficam para outra altura. Bom proveito!"             Texto de Miguel Esteves Cardoso em http://lifestyle.publico.pt/napontadalingua/359693_a-agua-melgaco-e-pura-selvagem-e-heroicamente-ferruginosa

sexta-feira, 11 de março de 2016

Um elogio às belezas de Melgaço de há meio século

Ao lado do Hotel Ranhada, no Peso (Melgaço) em meados século passado

Viajamos até Melgaço no ano de 1964. Nesta altura, quase ninguém tem televisão e só uns quantos têm um rádio em casa.  
Nestes tempos do Estado Novo, a estação de rádio oficial do regime salazarista era a Emissora Nacional. Entre os seus programas, havia um chamado “A Voz de Portugal” que era emitido em onda curta para o estrangeiro. A emissão do dia 17 de Setembro de 1964, dá um grande destaque ao concelho de Melgaço. Dá um autêntico elogio ao nosso concelho, às suas deslumbrantes belezas. Compara Melgaço a um grande jardim florido. Leia o conteudo do guião:
“A natureza favoreceu generosamente a terra nortenha de Portugal, não só com as suas belezas, mas também com um tesouro ciosamente escondido e de precioso valor: o das suas fontes medicinais.
Melgaço, Vidago, Pedras Salgadas constituem, individual ou coletivamente, um centro polarizador de vida, um prodígioso manancial de saúde e um regalo para os espíritos sedentos de repouso.
Melgaço, ponto estrememnho de Portugal, possui a graça de mirar, como sentinela enamorada, as boas terras do Minho, seu domínio senhorial, e o soberbo tapete da Galiza que lhe fica defronte.
Um honesto e grave escritoe do tempo clássico, o respeitável Manuel de Faria e Sousa, fiél amador do rincão minhoto, dele disse deleitadamente estas saborosas palavras: “Se no Mundo houve Campos Elíseos, existiram nesta província, se o não houve, merecia que os houvesse nela, se é que este título se deve dar a sítio ameno e delicioso”.
Mas o Homem fez de Melgaço uma estância mais atraente ainda pelos progressos que ali introduziu, sem esquecer os umbrosos e amenos parques e alamedas.
Varanda heróica, Melgaço é também jardim florido. Até entre penedos rebentam roseiras. E os horizontes são dos mais amplos que os nossos olhos podem contemplar.”



Fonte: Guião do programa “A Voz de Portugal” de 17 de Setembro de 1964. In: www.rtp.pt

Veja o guião do programa aqui:




terça-feira, 10 de novembro de 2015

Hotel Alto Minho no Peso (Melgaço) em postais antigos


Hotel Alto Minho por altura de início do século XX
(ilustração colorida com base em fotografia)
Pequeno conjunto de postais alusivos ao Hotel Alto Minho, situado no Peso (Melgaço). Por vezes, é pouco referido mas é um dos hotéis mais antigos de Melgaço. Foi um dos primeiros hotéis que apareceram associados às Águas de Melgaço, juntamente com o Hotel Ranhada, o mais antigo, e o Hotel Quinta do Pezo.
Note-se que o primeiro postal é um ilustração pintada com base na foto do segundo postal, de início do século XX. Sabe-se que em 1915 já existia...

Hotel Alto Minho por altura de início do século XX

Hotel Alto Minho por altura da década de 30 ou 40 do século XX

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

As Águas de Melgaço em crónica do jornal Correio da Manhã


Pavilhão Principal das "Águas de Melgaço", antes da remodelação

 No jornal "Correio da Manhã", na sua edição de 25 de Setembro de 2011, encontramos uma crónica dedicada às Águas de Melgaço da autoria de António Sousa Homem:

Um Domingo de sol e Água de Melgaço
"A minha sobrinha Maria Luísa tem, com o meu médico de Viana, uma relação conflituosa: por um lado, acha que a minha longevidade lhe deve bastante – dobrar os noventa é uma meta até agora só ao alcance de alguns, embora a minha família tenha demonstrado, ao longo dos séculos, uma tendência permanente para desanimar os seus desafectos, prolongando a existência até ao inadmissível. Um tio que dividiu a sua existência entre os Arcos, Valença e Lisboa é mesmo uma lenda desconfortável, finando-se aos 105 anos na sua quinta ligeiramente decadente, ouvindo o chilrear dos pássaros e o ruído dos freixos junto a um ribeiro que corria intramuros. Por outro lado, acha-o um libertino e ligeiramente gordo. A libertinagem manifesta-se sobretudo pelo estômago e pelo gosto despropositado por nobiliários arcaicos que fixam os desaires e os pecadilhos das avós minhotas a norte de Leça da Apúlia e até ao derradeiro grão de poeira que nos separa de Tuy. Afastado este pormenor, almoçámos todos em Caminha no domingo passado, saboreando no restaurante Primavera um cabrito que Maria Luísa classificou como uma ameaça ao meu regime alimentar e que duplicou, largamente, a felicidade dos comensais. Depois do almoço, o repouso merecido: reunidos em grupo palrador na esplanada do Café Central, a tarde providenciou-nos a sua saborosa Água de Melgaço. Tenho com a Água de Melgaço uma relação enamorada e fiel desde há décadas – amarga e luminosa, ela lembra o tempo em que o Minho era uma nacionalidade e uma referência. A Água de Melgaço fazia parte dessa identidade, à semelhança de uma cédula pessoal ou de uma declaração de contribuinte para a repartição de Finanças. Vinda em caixas de madeira para a casa de Ponte de Lima ou, mais tarde, para este eremitério de Moledo, é hoje uma espécie de recurso da memória que vamos periodicamente buscar ao Café Central e à sombra dos seus guarda-sóis. Esta semana comentávamos uns grafitos que foram misteriosamente deixados na fachada do edifício da Câmara. Entre um gole de Água de Melgaço e o pedido de um novo café, Maria Luísa, a esquerdista da família, concedeu que se tratava de um acto de barbárie cometido por estranhos (murmurava-se que duas estrangeiras e ainda por cima holandesas). Depois, uma nuvem passou arrastando a sua beleza disforme sobre a foz do Minho e as colinas de Santa Tecla. O meu médico de Viana quis ainda mostrar-nos a estrada florestal de Venade. Maria Luísa levou algumas garrafas de Água de Melgaço que bebemos entre os freixos e um abeto deslocado da paisagem. Eis um domingo."
Crónica de António Sousa Homem.

Fonte: Correio da Manhã, edição de 25 de setembro de 2011.

sábado, 18 de julho de 2015

Presidente da República em tratamento nas Termas do Peso, Melgaço (1925)


Parque termal das Águas de Melgaço em meados do século passado

Teixeira Gomes foi presidente da República Portuguesa entre 6 de Outubro de 1923 e Dezembro de 1925, num período muito conturbado da nossa história.
Em início de Setembro de 1925, o presidente Teixeira Gomes é notícia na imprensa nacional e também em jornais do país vizinho por causa de um problema de saúde que o apoquenta.




Consultando o jornal "A Capital", na sua edição de 3 de Setembro de 1925, é feito referência a um problema de saúde do Presidente da República (ver o último parágrafo da notícia acima apresentada). Os médicos terão prescrito ao presidente uma cura de águas na estância termal de Vichy (França). Contudo, isto obrigaria a uma série de formalidades e burocracias para se autorizar o presidente a ausentar-se do país, algo que não foi considerado oportuno dado o clima de convulsão política e social. Qual terá sido a solução encontrada?
Encontramos a resposta em dois jornais espanhóis da época. No jornal espanhol “La Voz”, na sua edição de 4 de Setembro de 1925, encontramos a seguinte notícia:

“Teixeira Gomes no puede tomar las Águas de Vichy
TOMARÁ LAS DE MELGAÇO, QUE SON SIMILARES

LISBOA, 3 - Los médicos que asisten al presidente de la República, Sr. Teixeira Gomes, le han prescrito una cura de águas en el balneario de Vichy.
El Sr. Teixeira pensaba emprender el viaje pero ha desistido en vista de que para salir del território nacional necesita la autorización de las Cámaras, cuya convocatória no se estima oportuna por ahora.
El Sr. Teixeira Gomes hará su cura de aguas en Melgaço. Las elecciones generales se celebrarán en noviembre próximo.”




Num outro jornal espanhol, o “El Siglo Futuro”, diário católico, na sua edição de Sábado, 5 de Setembro de 1925 encontramos a mesma notícia:

“El presidente de la República Portuguesa

LISBOA, 4 - Los médicos que asisten al presidente de la República le han prescrito una cura de aguas de Vicky. Pero en vista de que para salir del territorio nacional necesita la autorización de las Cámaras, cuya convocatoria no se estima oportuna por ahora, el señor Teixeira Gomes hará su cura de aguas en Melgaco.”





Posteriormente e ainda nesse mesmo ano, perante o quadro de efervescência política, social e militar, o presidente Teixeira Gomes resigna do seu mandato, em 11 de Dezembro de 1925.
Em 17 de Dezembro, embarca no paquete grego Zeus, não regressando mais em vida a Portugal.

Fontes: 
- Jornal "A Capital", edição de 3 de Setembro de 1925;
- Jornal “La Voz”, edição de 4 de Setembro de 1925;
- Jornal “El Siglo Futuro”, edição de 5 de Setembro de 1925.

sábado, 11 de julho de 2015

O Grande Hotel do Peso (Melgaço) em tempos de prosperidade

Hotel Figueiroa (Grande Hotel do Peso)

Na viragem do século XIX para o século XX, a afluência de aquistas às termas do Peso é cada vez maior. Nesse período de crescimento, é construído em 1901 o ‘Novo Hotel Quinta do Peso’. Um dos seus primeiros hóspedes foi o conselheiro Manuel Francisco Vargas, ministro das Obras Públicas, que era acompanhado de sua esposa.
Mais tarde foi comprado por José Figueiroa Granja, de Vigo, que o adquiriu em 19 de Fevereiro de 1912 a José Joaquim Esteves. Para a sua exploração constituiu-se a sociedade ‘Figueiroa & Ribas’ na qual participava um outro galego chamado Don Francisco Ribas. Tal como o Ranhada, era tido como um hotel de elevada qualidade onde os clientes saiam muito satisfeitos.
A avaliar pelos anúncios publicitados de época, o serviço era exigente. Senão vejamos…
Neste anúncio lemos que

“V. Ex.a vai para as Águas de Melgaço?
Deve instalar-se no Grande Hotel do Peso
Que é o mais recomendável desta estância: Tendo este hotel sofrido importantes reformas apresenta entre os grandes melhoramentos, água corrente em todos os quartos e magníficos apartements com quarto de banho e WC privativas. É o que oferece as melhores condições de higiene. Suntuoso parque, primoroso serviço de mesa; dieta sem aumento de preços nas diárias. O mais próximo do balneário e das nascentes, ficando até uma delas dentro da Quinta do Peso. A sociedade mais selecta que costuma frequentar estas águas, dá preferência a este hotel, por ser o que reúne as melhores condições para o bem estar dos hóspedes. A par de todas as vantagens enumeradas, este hotel, pela sua situação topográfica, que é a melhor da estância, está desviado do pó da estrada.“
Não termina sem referir a existência de luz elétrica no estabelecimento. Chama à atenção para a sua ´”magnífica capela com missa todos os domingos e dias santificados”. Este anúncio transmite um toque personalizado ao atendimento o hotel dizendo aos clientes que os pedidos podem ser feitos diretamente ao proprietário José Figueiroa.
Neste material publicitário, faz-se referência ao facto de no hotel se falar francês:
“ON  PARLE FRANÇAIS”










Depois de décadas de prosperidade, o hotel, tal como outros, encerrou e foi ficando ao abandono até se ir desmoronando. Restam umas tristes ruínas que nos fazem lembrar que aquele hotel um dia foi um estabelecimento de referência na região.

quarta-feira, 25 de março de 2015

As Águas de Melgaço e o Grande Hotel do Pezo publicitados no jornal Diário Ilustrado (1902)

As Águas de Melgaço são famosas desde finais do século XIX. Na viragem para o século XX, assistimos a um crescimento muito significativo no número de aquistas. Para esse crescimento, muito contribuiu as suas caraterísticas ímpares e a publicidade na imprensa nacional. 
Nesse tempo, o primeiro hotel a ser construído no Peso foi o Grande Hotel do Pezo, que já existia em 1895, propriedade de António Guerreiro Ranhada.
Numa consulta ao jornal "Diário Ilustrado" de 27 de Agosto de 1902, encontramos um anúncio publicitário alusivo às Águas de Melgaço e ao Grande Hotel do Pezo. Refere-se às caraterísticas benéficas das águas e à qualidade dos serviços do Hotel... 








Fonte: Diário Ilustrado, edição de 27 de Agosto de 1902.

sábado, 29 de novembro de 2014

Miguel Torga subiu ao alto do castelo de Melgaço...

Vista para o castelo e Praça da República, na vila de Melgaço na década de 60


Miguel Torga, um dos maiores vultos da literatura portuguesa do século XX, conta-nos num dos seus livros, como subiu ao alto do castelo de Melgaço mas as vistas da torre deixaram-no desanimado. Desabafa com estas palavras: "Em Melgaço, do alto do castelo, tentei abranger num relance a pátria toda. Mas o horizonte visual não me ajudou. Verifiquei apenas que a burguesia comilona curava ali perto a diabetes e que o rio Minho, laboriosamente, continuava a defender a fronteira desguarnecida. Como a espada de Tristão, também aquele fio de água cristalina se esforçava por tornar impossível o coito das duas margens.
Teria chegado ao fim do inventário verde? Talvez não. Embora lido, o livro fora certamente mal interpretado. Mas quem poderia vislumbrar uma grandeza humana e telúrica soterrada por tanta parra sulfatada? Um solo que não se mostra, de tão revestido, e uma gente atacada da doença de S. Vito, perturbam qualquer observador. (…) Desanimado, meti para Castro Laboreiro à procura dum Minho com menos milho, menos couves, menos erva, menos videiras de enforcado e mais meu. 
Um Minho que o não fosse, afinal."

Veja o que Miguel Torga escreve sobre Castro Laboreiro clicando em "Miguel Torga por terras de Castro Laboreiro"

Extraído de: TORGA, Miguel (2012) - Portugal. Edições D. Quixote, 3º Edição.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Recuamos aos tempos da ACADEMIA no Peso (Melgaço, 1908)

Peso (Melgaço) - Início do século XX

A 2 de Maio de 1909, António Rocha Peixoto, notável naturalista, professor, antropólogo, etnólogo e escritor faleceu em Matosinhos, vítima de tuberculose aguda seguida de uma crise.
Em 1908, passou uma temporada em Melgaço, nas Águas do Peso, onde fundou um grupo de tertúlia e reflexão que ele chama de Academia. Depois da sua morte, em 23 de Maio desse mesmo ano, o seu amigo Avelino Dantas escreve no jornal poveiro “Estrella Povoense” um texto de homenagem onde recorda a marcante passagem por Melgaço no ano anterior e as animadas sessões da Academia. O texto diz o seguinte:
“Faz um ano em Agosto que, no local da nascente das Àguas Minerais do Peso de Melgaço, encontrei o abalisado homem de ciência Rocha Peixoto.
Feito os meus cumprimentos, a que ele correspondeu, risonho, com um acolhedor “Viva, amigo”, perguntou-me logo por notícias da sua terra e, em seguida, quis que eu lhe dissesse o motivo que me levava ali. Disse-lho, e como quer que ele visse em mim sintomas de neurastenia, aconselhou-me a que viajasse e visitasse de preferência lugares, onde há muito que admirar e aprender.
Ao mesmo tempo, estava na pitoresca estância de águas minhotas um considerado médico de Chaves, o Dr. Teixeira de Sousa, com quem Rocha Peixoto falava muito e de que o saudoso extinto me disse gostar pelo seu feitio gracejador e leal de transmontano.
Dias depois apareceram, um quase após outro, primeiro o Dr. Silva Gaio, secretário da Universidade de Coimbra e festejado homem das letras e, posteriormente, o distinto pintor portuense António Carneiro, que Rocha Peixoto cumulava de atenções, tratando-o como a pessoa de valor e a que se rende culto.
Todos os dias, de manhã e à tarde, à hora de tomar as águas, era certo o grupo dos quatro em animada palestra, que só se interrompia para confortar o estômago e para dormir.
Ordinariamente, quem mais falava era Rocha Peixoto. Erudito e fluente, dispondo, como se sabe, de uma soma enorme de conhecimentos bem assimilados e, o que não é vulgar em homens de ciência, expondo tudo com muita facilidade e clareza, todos o ouviam com manifesto prazer, e só se separavam quando ele dizia que a sessão ficava interrompida por tantas horas, isto é, o espaço de tempo decorrido desde o almoço até à hora do tomar águas, de tarde, e desde o jantar até ao dia seguinte, de manhã cedo.
Às vezes, a sessão interrompia-se por momentos. Era quando se efetuavam-se digressões de recreio e de estudo, mas mais de estudo do que de recreio, aos templos românicos dos concelhos de Melgaço e Monção. Neste: a matriz da vila e a igreja de S. João de Longos Vales; em Melgaço, a matriz da vila, a igreja de Paderne e a capela de Nossa senhora da Ourada.
Como é óbvio, essas digressões, de que jamais me esquecerei, eram planeadas pelo insigne português Rocha Peixoto e feitas por ele, os cavalheiros acima citados e pelo autor destas linhas, ao grupo dos quais Rocha Peixoto graciosamente chamava a Academia.
Era de ver o carinho e o entusiasmo com que o ilustre homem de ciência preleccionava sobre os característico do estilo românicos nos templos de Monção e Melgaço que visitamos. Nestes expressava a sincera indignação com que verberava o obra dos bárbaros restauradores, quando acaso nesses monumentos se lhe deparavam semelhantes provas de falta de educação cívica e carência de perfeito sentimento artístico.
Uma vez, no alto do Castelo de melgaço, onde subiu a Academia para gozar o lindo panorama que dali se descobre e, sobretudo, para se remontar a uma época em que a força era tudo, Rocha Peixoto, em conversa com dois padres que lá estavam, disse-lhes que eles podiam fazer muito em prol da conservação do nosso espólio artístico sobrevivente do passado, opondo-se a que as juntas da paróquias, na sua fúria inovadora, ultrajassem, estragando, o que tão digno é de respeito.
Dotado de invulgares faculdades de trabalho e de uma força de vontade inquebrantável, nem mesmo ali, naquela estância de Melgaço, onde os outros vão apenas para fazer a sua cura de águas, o saudoso homem da ciência descansava.
Vendo-o, assim, todo votado à sua tarefa de gigante, quem diria que, em menos de um ano, ele sucumbiria ao peso dessa mesma tarefa, que afinal tão demasiada era para a sua compleição!
Ah! Como, por vezes, é triste a realidade das coisas! Como é cruel!
Ainda há pouco, nos primeiros dias de Fevereiro, ele me disse em Matosinhos, que era preciso que a Academia se reunisse este ano em Melgaço para continuarmos as nossas palestras e as nossas digressões, e nem pela cabeça me passou a ideia de que era essa a penúltima vez que o via vivo... “

Rocha Peixoto no jardim de sua casa

Extraído de:

- DANTAS, Avelino (1966) – Rocha Peixoto (Depoimentos e Manuscritos). Edição da Câmara Municipal de Matosinhos, Matosinhos.

domingo, 31 de agosto de 2014

AS ÁGUAS DE MELGAÇO NOS ANOS DE OURO


Nascente das Águas de Melgaço no início do século XX

As águas de Melgaço, os hotéis e os aquistas que davam vida a estas termas noutro tempo. Peso do Minho ou simplesmente Peso de Melgaço era local de encontro de gentes de vários ponto do país de vários estratos sociais...
Veja o vídeo!


sábado, 19 de julho de 2014

No Hotel Ranhada (1915), em dia de visita do Arcebispo de Braga às Termas do Peso

Capela do Hotel Ranhada, no dia da visita do Arcebispo de Braga

A publicação "Ilustração Catholica", na sua edição de 21 de Agosto de 1915 dá-nos conta de uma visita pastoral do Arcebispo de Braga a Melgaço. O dia 26 de Julho foi passado nas Termas do Peso e no Hotel Ranhada, tendo inclusivamente sido celebrada missa na capela do dito hotel. 
Na notícia podemos ler que "O Sr. Arcebispo de Braga veio a estas termas no dia 26 de Julho, e os hóspedes do Hotel Ranhada, na sua maioria, receberam o ilustre príncipe da igreja com as homenagens devidas não só ao alto cargo que exerce como, também, ás virtudes excelsas que possui.
Vieram muitas pessoas de longe e a estrada que passa em frente aos hotéis regorgifou, então com esfrugidora animação. Senhoras distribuiram, não só em nome dos hóspedes daquele hotel, como de outros, comida e outras ofertas a um grande numero de pobres da localidade.
Uma banda de musica fez-se ouvir. Chegado D. Manuel Vieira de Mattos logo se dirigiu à capela do Hotel Ranhada para ali consagrar e reservar o Santíssimo Sacramento. No coro, as mesmas senhoras fizeram ouvir-se em coros cuidadosamente ensaiados. O beija-mão foi concorridíssimo.
Findo este, numa dependência do hotel, o Sr. Dr. Queiroz Ribeiro, com a facilidade da palavra que Ihe é timbre, pôs em destaque as qualidades morais e mentais do Sr. Arcebispo, que agradeceu comovidíssimo.
À noitinha, Sua Excelência o Arcebispo, acompanhado de amigos e de grande numero de clero, de Monção e Melgaço, retirou-se. 
Às 8 horas, o Sr. Dr. Queiroz Ribeiro, em mesa á parte, no Hotel Ranhada, reuniu alguns amigos dando-lhes um jantar confeccionado sob os cuidados do hoteleiro Sr. Guerreiro Ranhada, servido com vinhos finíssimos da lavra do oferfanfe. Houve brindes."

A última pessoa à esquerda de pé é o Sr. António Maria Gerreiro Ranhada, dono do Hotel Ranhada

Extraído de: "MELGAÇO - Visita Pastoral de Sua Ex. Rev., o Arcebispo Primaz" in: Ilustração Catholica, nº 112, de 21 de Agosto de 1915 Ano III, Braga.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Hotel "Quinta do Pezo" (Melgaço) em postal de 1913

Postal enviado do Peso para Lugo por um senhor de nome Luiz em 28 de Agosto de 1913. Na frente do postal, vemos uma fotografia do Hotel Quinta do Pezo, fundado em 1902. Mais tarde seria comprado por um galego de Vigo que lhe daria o seu nome e daí a mudança para Hotel Figueiroa. Ficaria conhecido como Grande Hotel do Peso e seria frequentado por elites da sociedade portuguesa.
O seu primeiro nome "Hotel Quinta do Peso" deriva do facto de se localizar na Quinta do Peso, antiga propriedade dos Viscondes do Peso.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Hotel Ranhada nos tempos de glória (Peso do Minho, meados do séc. XX)


D. Amélia Moutinho, dona do Porto Meia, é há muito hóspede do Hotel Ranhada, está cá todos os anos, traz motorista e dama de companhia, já tem reserva para os primeiros vinte dias deste Setembro que vem, prefere sempre o Setembro, e faz bem em não escolher o Agosto, ao menos escapa ao irritadiço marido da senhora Condessa de Feijó. É uma criatura insuportável aquele homem assim baixinho e gordinho, oh! se não é. Em Setembro que vem teremos aqui no Hotel Ranhada os Teixeira, eles são donos de uma cadeia de talhos. Trazem a família toda, são para aí umas trinta pessoas. Vêm os avós, os netos, as noras, as sogras, a prole é de banzar. São dos mais antigos hóspedes do Hotel Ranhada. Esta família já cá vem a águas desde finais do século XIX, os mais velhos ainda privaram com o fundador, o senhor António Maria Ranhada. Hóspedes tão antigos como eles só os da família Linhares. Um dia antes de se instalarem, já cá está uma carrinha para despejar as malas todas. Menos canseiras dão os lavradores ricos que chegam por finais de Setembro e que por aqui ficam até 10 de Outubro, se tanto. O senhor Mário Ranhada chama-lhes os “hóspedes das castanhas”. Nesta última leva chegam os Sousa Lopes, que, não contentes com o que ganham na lavoura, ainda se metem a fabricar botões. Pelo fim desta manhã de Agosto, há-de comentar-se à mesa, com pilhéria, estas e outras bugiarias.

Fonte: "Termas de Melgaço: os dias saborosos de uma glória submersa", texto de Pedro Leitão, in: SIM, Revista do Minho, editado em 6 de Maio de 2013.
Artigo gentilmente enviado por pela Sra. Teresa Lobato a quem agradeço a partilha!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Margens do rio Minho à passagem por Melgaço e Albo (1917)

Postal antigo com data de envio de 14 de Agosto de 1917, segundo o carimbo da estação de correios. Na frente do postal encontramos uma foto da época que nos mostra o rio Minho à sua passagem por Melgaço, nas proximidades do Peso. 
Na outra margem, observamos a  estação ferroviária de Arbo. Nesta estação, na época, desembarcaram durante anos, até 1915, muitos portugueses que iam tomar águas a Melgaço. Desta terra raiana da Galiza avistavam-se as termas de Melgaço. A estação de Arbo servia, assim, de alternativa para os aquistas que, naqueles tempos, só tinham comboio até Valença. Para não fazerem o resto da viagem até Melgaço em carros de cavalos, passando por Monção, onde a via -férrea chegara tarde (e mal), seguiam então de comboio por Tui e, daqui, subindo a margem direita do Minho, chegavam à estação de Arbo. Só tinham, depois, de atravessar o rio em barcaça. Na margem esquerda esperavam-nos as charretes postas à disposição pelos hotéis das termas melgacenses.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Rio Minho no Peso e vista para Arbo em 1908 (Postal Antigo)






Postal antigo enviado para o Luso em 10 de Agosto de 1908 segundo data manuscrita e carimbo da estação de correios. Na frente do postal vemos uma fotografia do Minho no Peso (Galiza). 
Na frente do postal, podemos observar um selo da série do rei D. Carlos com a sua face desenhada.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Nascente das Águas de Melgaço (1908) - Postal Antigo


Postal enviado para o Luso em 9 de Agosto de 1908. Na frente, vemos uma fotografia da época da Nascente das Águas de Melgaço, no Peso. Sobre a nascente, vemos uma infra-estrutura anterior à edificação do Pavilhão que ainda hoje conhecemos. O mesmo só seria construído no início da década de 1920. Reparem que o selo mostra a face de perfil do rei D. Carlos, assassinado em Fevereiro desse mesmo ano.




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A chegada da luz elétrica aos Hotéis do Peso na década de 1930


Em 1931 é inaugurada a luz eléctrica no Peso. O “Notícias” de Melgaço de 17 de Maio daquele ano relata a instalação da electricidade em vários prédios desta estância: 500 lâmpadas no Hotéis Rocha, Quinta do Peso e filiais, no Parque e avenidas da empresa das Águas. Anunciava a inauguração para os primeiros dias de Junho sendo a energia fornecida pela Companhia do Tambre com sede na vila de Noia, província da Corunha, Espanha.
Amiudadas vezes faltava a luz, como refere o correspondente no Peso daquele jornal: “É raríssima a noite em que nesta localidade se conserve a luz eléctrica toda a noute sem por vezes se apagar, o que causa grandes prejuízos não só à casas particulares, como aos hotéis, casas de pensão e casas comerciais… Assim é que os hoteleiros e casas de pensão são obrigados a ter em depósito em sua casa de caixas de velas”.
O emprego da electricidade possibilitou a que se fizessem no balneário aplicações de diatermia, para o que foi adquirido um aparelho; ampliou-se também a secção de banhos carbo-gasosos. O balneário ficou provido de um serviço completo de banhos de imersão, carbo-gasosos, duchas escocesas e sub-aquáticas. Em 1935 começou a direcção clínica “a empregar sistematicamente as curvas glicémicas como meio de investigação dos efeitos das águas na diabetes”.
Foram também anos em que se procurou dotar os aquistas de meios de diversão tendo-se inaugurado em 1931 o campo de ténis.
“Com maior frequência o Parque, o Pavilhão das Águas, os salões dos hoteis se animaram com as galas de iluminações nocturnas, as harmonias de bandas de música e orquestras, a elegância dos bailes e a alegria das quermesses. Era a beneficência, o melhor incentivo das festas, segundo as boas tradições das estâncias portuguesas. Contribuir para a filial que a Associação Protectora dos Diabéticos Pobres, em 1931, instalou no Peso, contribuir para o hospital da Misericórdia de Melgaço, contribuir para os pobres, tornou-se pretexto para amiudadas festas”.
Em 28 de Agosto de 1932 o Notícias de Melgaço descrevia assim a animação na estância: “As 9 horas da manhã deu entrada no Peso a afamada Banda dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, com um primoroso passo dóbli e depois de executar várias peças do seu vasto reportório no Parque do Grande Hotel Ranhada, dirigiu-se para o parque das Águas, e aí permaneceu até à noute, tendo início dentro do Pavilhão das Águas e fora, um concorridíssimo baile que se prolongou até às três horas do dia 29. Durante a tarde houve jogos variadíssimos e diferentes divertimentos. A ordem era mantida por uma patrulha de marinheiros fardados e devidamente armados, comandada pelo Sr. E.P. de Mendonça, que devido à boa educação de todo o povo que foi assistir a estes festejos, não foi alterada a ordem da força acima referida”.
Três dias depois houve, no Peso, um outro baile, “por iniciativa de alguns hóspedes no Grande Hotel Ranhada e realizou-se a convite, visto encontrarem-se ali as damas mais distintas não só da vila de Melgaço como também desta localidade. O baile correu animadíssimo até às 2 horas da madrugada; foi oferecido às damas à meia noute um explêndido chá. A música constava de um quarteto composto de uma concertina, violão, flauta e violino, dirigido pelo Sr. Dinis de Brito, que fez executar com a inteligência e exactidão inumeráveis peças do seu grande reportório”.
O Parque do Grande Hotel do Peso conheceu também noites animadas como a da ‘Festa da Caridade’ realizada em 17 de Setembro de 1932, “por iniciativa das Ex.mas Sras. D. Judit Alheas, D. Maria José Nascimento e D. Sara Brou da Rocha Brito que foi abrilhantada com Iluminação, Bailes, Quermesses, Barracas de chá e petiscos nacionais servido por gentis senhoras com trajes a carácter. As Barracas muito originais e de um fino gosto artístico foram obra do Ex.mo Sr. Lino do Nascimento tendo como auxiliar o incansável Ex.mo Sr. Rocha Brito.
Às vinte e duas horas, entrou com um primoroso passo doble a banda de Valadares que depois de dar entrada no seu respectivo coreto, ali se conservou executando inúmeras peças do seu vasto reportório até às três da madrugada”.
Contudo, os bailes não compensavam grande parte dos aquistas que se sentiam prejudicados com os aumentos de preços verificados nos serviços das Termas. O ‘Notícias de Melgaço’ refere-se aos “protestos dos hóspedes que juram não voltar cá mais devido ao elevadíssimo preço porque lhe fazem pagar a inscrição de banho”. O correspondente daquele jornal no Peso afirmava: “Não há razão alguma de uma inscrição custar 110$00 quando em outras termas, em que nada falta ao hóspede, custa menos de metade desta importância. Não há razão alguma de um enchimento custar um escudo quando é certo que a maior parte da água mineral corre para o regato”. E concluía:”Temos ouvisto dizer a vários hóspedes que o que vale ter vindo aqui deve-se à água ter feito milagres e aos distintíssimos directores clínicos”.
A fama dos bons serviços termais espalhou-se por todo o País e interessou a comunidade científica. O complexo do Peso passou a ser visitado por médicos, como os “diplomados pelo Instituto de Climatologia e Hidrologia, de Lisboa, em excursão dirigida pelo Prof. Armando Narciso. Nos dias 29 e 30 de Julho de 1939, realizou-se também no Peso um Congresso de Medicina e Desportos Higiénicos limitados aos diplomados da Escola de Medicina do Porto, do curso de 1931-32”.


Extraído de:
- LEITE, Antero e FERRAZ, Susana - O edifício da Fonte Principal das Termas do Peso (Melgaço). A.C.E.R.-Associação Cultural e de Estudos Regionais, entidade parceira do Projecto Vale do Minho Digital, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Nascente das Águas de Melgaço, 1906 - Postal Antigo

Postal enviado de Lisboa por uma senhora de nome Júlia para uma amiga sua chamada Florinda d' Araújo também residente em Lisboa. O mesmo foi escrito em 15 de março de 1906 e despachado pelo correio no dia seguinte. De reparar também no selo com o rei D. Carlos.
Na frente deste postal encontramos encontramos as Termas do Peso nos seus primeiros anos de atividade. Sobre a nascente das águas minerais, foi construído esta pequena infra-estrutura. O edifício principal que hoje observamos renovado foi construído apenas no início da década de 1920.




terça-feira, 18 de junho de 2013

1915 - Hotel Alto Minho no Peso (Melgaço)


Postal enviado de Melgaço em 1915 para Lisboa. Na frente observamos uma fotografia do Hotel Alto Minho no Peso na época.
No texto de mensagem, o remetente refere ao destinatário que o hotel está cheio e que as termas estão muito concorridas.
Tempos de glória...