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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

O "Leão das Montanhas" (1859-1920): "Der Schulmeister von Castro Laboreiro"




Der Schulmeister von Castro Laboreiro” é o título de um inesperado mas muito interessante artigo de um jornal americano acerca de uma das personalidades melgacenses mais marcantes de finais do século XIX e início do século XX, conhecida na época como o “Leão das Montanhas”.
O professor Mathias de Sousa Lobato, nascido em Alvaredo em 1859 em Alvaredo e falecido na vila de Melgaço em 1920, dedicou boa parte da sua vida às gentes de Castro Laboreiro. Foi, durante décadas, professor de instrução primária e presidente da Junta da Paróquia de Castro Laboreiro o que lhe valeu uma enorme estima e gratidão pelas gentes castrejas, talvez só comparadas às que as gentes de Crasto tinham pelo Padre Aníbal em tempos mais recentes. O carisma e a singularidade da personalidade do professor Mathias foram assunto para um curioso artigo no jornal norte-americano “Der Deutsche Correspondent”, periódico da cidade americana de Baltimore escrito em língua alemã para imigrantes germânicos, na sua edição de 8 de Setembro de 1912.
No artigo, são citados alguns factos ocorridos em Castro Laboreiro na época. Em 1912, o Posto da Guarda Fiscal da Ameijoeira foi assaltado, alegadamente, por um grupo de homens afetos à causa monárquica, tendo roubado armas e munições e de seguida, fugiram para Espanha. Nessa altura, em Castro Laboreiro, o ilustre Professor de instrução primária Mathias de Souza Lobato, conhecido na época como o “Leão das Montanhas”, é acusado de exibir uma bandeira monárquica e ter dados vivas à Monarquia. Foi suspenso de funções e preso.
No artigo pode ler-se:

Der Schulmeister von Castro Laboreiro

O professor de Castro Laboreiro foi preso por ter “içado” a bandeira monárquica. Dom Mathias é um gigante na sua estatura. Sobre as pernas relativamente curtas, mas robustas, assenta um vigoroso tronco sobre o qual se ergue um poderoso crânio. O rosto emoldurado por uma barba negra e selvagem poderia parecer assustador, se não fosse o seu nariz avermelhado e brilhante, e dois olhos pequeninos de quem bebe, denunciam que nesse corpo de gigante vive a alma duma criança. E tal como sua aparência é a sua atitude.
A potente voz e os gestos de herói de comédia conta piadas e faz pequenas brincadeiras inofensivas, tão inofensivas como a sua vida de professor de aldeia, que, pelo mora a pelo menos 60 km de qualquer cultura, e acorda numa espécie de casa entre um monte de rochas. Só quando houve conversas sobre política, o meu anfitrião acorda para a vida plena. Afirma orgulhosamente que possui duas ou até três ordens (comendas), que já foi visitado por ministros na sua casa e que sempre permaneceu o modesto professor da aldeia, embora pudesse, é claro, ter tido cargos muito mais lucrativos. Mas o seu povo, os aldeões incultos, são-lhe tão queridos que ele apenas planeia deixar aquele lugar quando tiver que ir “desta para melhor”.
Agora, claro, por enquanto terá que trocar as suas montanhas agrestes pela prisão no Porto porque a convicção republicana que mostrou em 5 de Outubro de 1910, não era genuína, e que para seu mal se desmascarou quando um bandido gritou "Viva a monarquia".
Agora ele pode citar a donzela de Orleans e exclamar com o seu gesto altaneiro "Adeus, montanhas …".
O professor Mathias foi absolvido destes alegados factos e foi-lhe levantada a suspensão da atividade docente.


Artigo original (clique para ampliar)




Tradução do artigo da autoria de Ramona Fritz e Conceição Coimbra.
Nota - Um grande obrigado à amiga Teresa Lobato.



sábado, 20 de julho de 2019

Casas comerciais melgacenses de antigamente em artigos publicitários




No artigo de hoje, partilho uma pequena coleção de artigos e anúncios publicitários alusivos a casas comerciais melgacenses de outros tempos. Neste conjunto, encontramos desde recortes de jornais e revista até postais de época e cédulas fiduciárias que se estendem desde finais do século XIX até à segunda metade do século XX. Muitas destas casas comerciais já nem existem, de algumas ainda temos uma boa memória e muito poucas ainda existem.
Viaje no tempo!...

Finais do século XIX



Fonte: "Restaurante melgacenses" in Jornal "A Espada do Norte" (1892)



Primeira metade do século XX

Cédula Fiduciária (1920)


Cédula Fiduciária (1920)

Cédula Fiduciária (1920)


Postal circulado de início do século XX

Postal circulado de início do século XX

Postal circulado de início do século XX


Postal circulado de início do século XX



Anúncio de início do século XX


Fonte: Jornal "A Neve" (1920)


Postal circulado de 1912


Segunda Metade do século XX

Anúncio publicitário da 2ª metade do século XX (data incerta)


Anúncio publicitário da 2ª metade do século XX (data incerta)


Anúncio publicitário da 2ª metade do século XX (data incerta)


Anúncio publicitário da 2ª metade do século XX (data incerta)


Anúncio publicitário da 2ª metade do século XX (data incerta)

Anúncio publicitário da 2ª metade do século XX (data incerta)


Anúncio publicitário da 2ª metade do século XX (data incerta)

Fonte: Revista "Flama" (1967)

Fonte: Revista "Flama" (1967)

Fonte: Jornal "El Pueblo Gallego" (1965)

Fonte: Jornal "El Pueblo Gallego" (1965)


Fonte: Jornal "El Pueblo Gallego" (1965)

Fonte: Jornal "El Pueblo Gallego" (1965)



Fonte: Revista "Flama" (1967)


Fonte: Revista "Flama" (1967)

Fonte: Revista "Flama" (1967)



sexta-feira, 5 de abril de 2019

A freguesia de S. Martinho de Alvaredo (Melgaço) em tempos antigos




A primeira referência conhecida à igreja de São Martinho de Alvaredo remonta a 1118, ano em que Onega Fernandes fez doação à Sé de Tui da quarta parte da igreja de São Paio de Paderne, equivalente da igreja de São Martinho de Valadares e outro tanto da vila chamada de São Vicente e da sua igreja. No catálogo das igrejas situadas ao norte do rio Lima, que o rei D. Dinis mandou organizar, em 1320, para determinação da taxa a pagar, São Martinho de Alvaredo foi taxada em 60 libras. Enquadrava-se nessa época na Terra de Valadares.
No Censual de D. Frei Baltasar Limpo (1551-1581), que descreve a situação canónica dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença do Minho, diz-se que esta igreja era da apresentação de padroeiros, designadamente, de Pedro Gomes de Abreu.
Na obra do Padre Carvalho da Costa, publicada em 1706, diz-se de S. Martinho de Alvaredo que “em algum tempo se chamou de Paderne, é curato anual com título de Vigairaria do Morteiro de S. Fins dos Padres da Companhia de Jesus, com oito mil réis de ordenado, ao todo cincoenta mil reis, e para os Padres cento e vinte mil reis: tem cento sessenta vizinhos. Onega Fernandes senhora principal,sendo viúva, e tendo hábito de Religiosa deu a quarta parte desta Igreja a Dom Afonso, Bispo de Tui e àquela Sé em 15 de Abril da era de 1156, que é anno 1118, na qual confirmam seu filho Payo Dias e sua filha Aragonta Dias. Há nesta Freguesia duas Torres com alguma renda, chama-se uma de Vilar, outra a Torre somente, e de ambas são senhores os Marquezes de Tenorio. A que está defronte da Galiza é Solar dos Marinhos, que se entende haver sido do Dom Froyão, fidalgo Italiano, que veio a este Reyno com o Conde Dom Mendo ajudar a expulsar os Mouros dele. Entende-se que ele, ou algum filho fez esta Torre, e Casa solarenga de sua família, e não faz contra isto o que diz o Conde Dom Pedro, e outros Gallegos, que o segue, que os Marinhos são naturais da Galiza...”. A Torre da família dos Marinhos em Alvaredo era muito antiga. Já existia no século XIII sendo que esta família viveu nesta freguesia durante muitas gerações. Temos notícia que João Forjaz Marinho (1210 – 1250) foi Senhor Domus Fortis da Torre dos Marinhos. João Marinho terá nascido na Galiza e era Cavaleiro do Reino e foi governador por ordem real nas Terras de Valadares.
Nas Memórias Paroquiais de 1758, segundo o pároco António Rodrigues de Morais, a freguesia de Alvaredo pertencia ao arcebispado de Braga, comarca de Valença e termo de Valadares. Tinha 220 fogos inteiros e meios fogos e 613 pessoas, entre ausentes, presentes e menores. A igreja ficava no meio do lugar de São Martinho, tinha duas naves com três arcos e os altares: o altar-mor, o de Nossa Senhora do Rosário, o altar das Almas, o altar de santo António, o altar da capela da Senhora da Expectação, o altar da capela de São Francisco e o altar da capela de São Miguel. A paróquia tinha uma confraria das Almas e o pároco era vigário anual apresentado pelo prior dos mosteiros de Sanfins e São João de Longos Vales, da Companhia de Jesus, como procurador do reitor do Colégio de Coimbra, e tinha de ordenado anual 8$000 e com o pé de altar ficava tudo em 60$000, de rendimentos certos e incertos.
Na obra “Portugal Antigo e Moderno” do Professor Pinho Leal, de 1876, replicam-se algumas informações que constam no livro do Padre Carvalho da Costa e acrescenta outras: “ALVAREDO, freguezia, Minho, (...) 160 fogos. Orago é S. Martinho. Arcebispado de Braga, distrito administrativo de Vianna. Chamava-se antigamente de Paderne. Foi de uma senhora, que depois de viúva se fez freira, chamada D. Onega Fernandes, que deu a quarta parte da freguesia ao bispo de Tui D. Afonso, em 13 de abril de 1118, o que confirmaram seus filhos Paio Dias e Aragonta Dias. Foi depois da Universidade de Coimbra. Há nesta freguesia duas torres, uma chamada de Vilar e outra simplesmente Torre. Eram dos marquezes de Tenório. A que está defronte da Galiza é solar dos Marinhos, e diz-se ser de D. Froylão, fidalgo italiano que veio a Portugal com o conde D. Mendo, a ajudar a expulsar os mouros, e fez esta torre. É o progenitor do atual sr. Pereira, morgado da Torre da Sobreira, em Pias, próximo a Monção.
Foi curato do couto de S. Fins, apresentado pela universidade de Coimbra, Há nesta freguesia a casa de Carvalharim, da qual procedem as casas de S. Cibrão, a de Sende e a de Aguiar dos Arcos.
Alguns anos mais tarde, no livro “Minho Pittoresco”, de 1886, as referências a esta freguesia fazem-se numa viagem que o autor faz de Melgaço em direção a Monção e de passagem por Paderne e Alvaredo onde o que chama mais à atenção do autor é a beleza das cangas do gado. O autor conta-nos que ”Deixando a histórica Paderne, fica-nos à esquerda, próximo da linha da estrada, ALVAREDO, chamada antigamente Alvaredo de Paderne e outrora curato do couto de S. Fins, em Valença. Onega Fernandes doou a quarta parte d'esta egreja ao bispo Afonso de Tuy, como já fizera com Prado.
A capela de S. Braz fica perto da estrada, e além, aquela outra ermida, que se vê junto do rio, e devotada a S. Bento e tem a sua festasinha em Julho.
Notámos em Alvaredo, como noutras freguesias limítrofes de Melgaço a singeleza das cangas dos bois, e a sua pequenez; talvez tenhamos ainda de referir-nos noutros pontos do nosso trabalho a estes aparelhos de jugo, tão rendilhados quando se desce para o sul da província,e que o nosso amigo e erudito investigador Leite de Vasconcelos estudou já no seu livrinho intitulado Estudo etnográfico a propósito da ornamentação dos jugos e cangas dos bois nas províncias portuguesas do Douro e Minho.



Fontes consultadas:
- CAPELA, José Viriato (2005) - As freguesias do Distrito de Viana do Castelo nas Memórias Paroquiais de 1758. Alto Minho: Memória, História e Património Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.
- COSTA, Padre António Carvalho da (1706) - Corografia Portuguesa, tomo I, Valentim da Costa Deslandes, Lisboa;
- LEAL, Augusto de Pinho (1875), Portugal Antigo e Moderno, Livraria Editora de Mattos & Companhia, Lisboa;
- VIEIRA, José Augusto (1886) - O Minho Pittoresco, Tomo I, Livraria de António Maria Pereira-Editor, Lisboa.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Livro "Melgacenses na I Grande Guerra (e outras guerras do século XX)"



Domingo, dia 11 de Novembro de 2018, assinala-se um século sobre a assinatura do Armistício que punha fim à Primeira Grande Guerra, um conflito onde combateram dezenas de melgacenses e onde alguns deles tombaram em combate.
Da investigação de Joaquim A. Rocha e Valter Alves, nascerá, muito em breve, um livro onde os autores pretendem perpetuar a memória destes valentes combatentes filhos desta nossa terra. No prefácio desta obra, pode ler-se: “Foi há pouco mais de 100 anos que os primeiros soldados do contingente que Portugal enviou para combater em França na I Guerra Mundial chegaram à Flandres. Em África, já combatiam os alemães desde 1914.
Com base nos dados de que dispomos, de Melgaço, partiram para a Flandres, 73 homens, oriundos das diversas freguesias. Estes homens foram autenticamente “roubados” às suas vidas e obrigados a ir para uma guerra para a qual não estavam preparados. Paderne, com 14 homens, Penso, com 12 homens e Vila, com 14 homens são as freguesias melgacenses que mais contribuíram em termos de número de efetivos. Estes homens da nossa terra, feitos soldados, tinham todos à data do embarque, idades entre 22 e 27 anos completos (nascidos entre 1891 e 1895), à exceção dos oficiais que eram um pouco mais velhos.
Assim, entre Janeiro e Novembro de 1917, partiram estes homens do Cais de Alcântara, rumo ao porto de Brest (França) numa viagem de navio de vários dias. Daí seguiram de comboio até à zona sul da Flandres francesa perto de Armentières, nos vales dos rios Lys e Aire.
Depois de uma curta estadia em Brest, porto de desembarque das tropas portuguesas, seguia-se o transporte, de comboio, até à região de “Aire”, zona destinada às tropas do Corpo Expedicionário Português.
E foi num clima agreste, de neve, chuva e frio, língua e costumes tão diferentes dos seus, que estes homens da nossa terra e as tropas portuguesas tiveram de suportar mais de um mês de treino complementar, junto do exército britânico, para se poderem “familiarizar” com as armas inglesas com que iam combater e com as novas formas da guerra que iam conhecer de perto.
Na frente europeia, dos 73 homens naturais de Melgaço que partiram, 10 morreram caídos em combate ou devido a outras causas como doenças. O primeiro melgacense a morrer em combate foi o soldado António Alberto Dias, natural do lugar da Verdelha (Paderne) que faleceu a 9 de Outubro de 1917 na Flandres (França).
Quatro dos caídos em combate, faleceram durante a Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918). Foram eles os soldados José Cerqueira Afonso, de Paços (Melgaço); José Narciso Pinto, de Chaviães; João José Pires, de Paços e o segundo sargento António José da Cunha, natural da freguesia da Santa Maria da Porta (Vila de Melgaço). O último pertencia ao 6.º Grupo de Baterias de Metralhadoras e os três primeiros eram soldados que pertenciam à 4ª Brigada de Infantaria do CEP, Regimento de Infantaria n.º 3 (Viana do Castelo). Esta era conhecida como a Brigada do Minho, a que pertenciam a grande maioria dos soldados melgacenses, e já tinha conquistado uma reputação de bravura na frente de batalha muito antes de lhe ser confiada, em Fevereiro de 1918, a defesa do sector de Fauquissart, em Laventie, na Flandres francesa, perto da fronteira com a Bélgica, onde ainda se encontrava nesse fatídico dia 9 de Abril de 1918, quando foi dizimada pelos alemães na dita batalha de La Lys.
Os soldados da Brigada do Minho tinham passado a noite de 8 para 9 de Abril a arrumar armamento, munições e outros equipamentos e seus pertences. Iam ser rendidos por batalhões ingleses no dia 9 e hoje em dia acredita-se que os alemães sabiam disso. Sabiam também que a infantaria portuguesa não estava preparada para aquela guerra e que tinham sido treinados à pressa numa falácia vendida pelo regime republicano que apelidaram de “Milagre de Tancos”. Os soldados de Melgaço e de outras regiões eram lavradores, pedreiros e de outros ofícios. Muitos deles nunca tinham saído da sua terra. A grande maioria nem sabia ler e escrever. Um soldado não se faz num par de meses. Esta batalha foi, por essas e outras razões, um dos maiores desastres de toda a História Militar portuguesa. No dia seguinte, chegara a hora de contabilizar as baixas: 398 mortos (369 praças e 29 oficiais) e uma esmagadora maioria de prisioneiros (6585, dos quais 6315 eram praças e 270 oficiais). Na 4ª Brigada de Infantaria, à qual pertenciam maioria dos melgacenses, as baixas situam-se em cerca de 60% entre mortos, feridos e prisioneiros. No Regimento de Infantaria 3 (Viana do Castelo), as baixas cifram-se em 570, de um total de 700 homens que estavam em posição naquela noite. Deste total de baixas, houve registos de 91 mortos (4 de Melgaço), 155 feridos, 7 desaparecidos e 317 soldados feitos prisioneiros. Deste total de prisioneiros de guerra, nove soldados eram melgacenses. Inicialmente, estes homens foram dados como “desaparecidos em combate” e esse facto foi comunicado às famílias. Vários meses mais tarde, após o fim da guerra, em Novembro de 1918, a Comissão dos Prisioneiros de Guerra, comunicou que estes homens se encontravam em campos de prisioneiros na Alemanha, pondo fim a meses de sofrimento dos soldados e das suas famílias que os julgavam mortos. Na realidade, estes melgacenses foram todos capturados durante a Batalha e levados para campos de prisioneiros na Alemanha. Eram eles os soldados Mário Afonso, de Santa Maria da Porta; António Fernandes, de Penso; Abílio Alves de Araújo, da Gave; Avelino Fernandes, de Alvaredo; António José Rodrigues, de Paderne; Inocêncio Augusto Carpinteiro, de S. Paio; Justino Pereira, de Cubalhão; António dos Reis, da Rua Direita (Santa Maria da Porta) e António Pires, de Rouças, tendo ficado dispersos por vários campos de prisioneiros na Alemanha.
Depois de La Lys, o C.E.P. não mais participou em operações militares relevantes ficando na dependência dos ingleses e relegado para tarefas secundárias.
Os que tombaram, repousam para sempre no Cemitério Militar Português de Richebourg l`Avoué (França). Os que regressaram, muitos deles voltaram com os traumas próprios de um conflito que a humanidade nunca tinha conhecido ou com os problemas de saúde que os acompanharam durante o resto das suas vidas.
Por tudo isto, estes homens foram heróis e merecem a nossa homenagem. Para que nunca sejam esquecidos!"

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Melgacenses que combateram na Primeira Grande Guerra - Os Expedicionários da freguesia de S. Martinho de Alvaredo




No artigo de hoje, prestamos homenagem aos soldados de São Martinho de Alvaredo que integraram o Corpo Expedicionário Português e que combateram nas trincheiras da Flandres Francesa entre meados de 1917 e Novembro de 1918. Foram eles António Besteiro, do lugar da Carrasqueira; Avelino Fernandes, do lugar de Ferreiros; Abel Fernandes, do lugar da Fonte; Nicolau de Souza Lobato, do lugar da Charneca e Artur Domingues do lugar do Maninho. Os três primeiros pertenciam à célebre Brigada do Minho (4ª Brigada de Infantaria do Corpo Exedicionário Português), enquanto que o soldado Nicolau Lobato integrava o Regimento de Cavalaria 4 e o soldado Artur Domingues pertencia ao 1º Esquadrão de Remonta.
Todos regressaram vivos da guerra. Apresentam-se aqui as informações que se conseguiram apurar acerca do percurso de cada um deles durante a guerra:

1 - Avelino Fernandes, Soldado do Batalhão de Infantaria nº 3 (Viana do Castelo), 4.ª Brigada do Corpo Expedicionário Português (2ª Divisão). Nasceu às três horas da manhã do dia 7 de Novembro de 1893, filho de Francisco Fernandes e Libania Martins Peixoto, natural do lugar de Ferreiros, freguesia de Alvaredo, neste concelho de Melgaço.
À época da sua partida para a guerra, encontrava-se casado com Justina Domingues Caldas desde 4 de Janeiro de 1913.
Embarcou para França em 18 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação nº 49 462, onde pertenceu à celebre Brigada do Minho.
Do seu percurso no cenário de guerra, em França, pouco se sabe. Sabemos que participou na trágica Batalha de La Lys. Nessa batalha, a 9 de Abril de 1918, desapareceu em combate. Em Novembro de 1918, no final do conflito, por comunicação da Comissão dos Prisioneiros de Guerra, verificou-se que o soldado Avelino Fernandes constava nas listas de prisioneiros de guerra internados em campos alemães. Tinha sido feito prisioneiro pelos alemães durante a referida batalha e levado para o Campo de Prisioneiros de Dulmen (Alemanha).
O soldado Avelino Fernandes viria a sobreviver à guerra. Ainda se encontrava no campo de prisioneiro em 17 de Dezembro de 1918. Seguiu para a Holanda onde embarcou no navio inglês "Northwestern Miller" em 12 de Janeiro de 1919, tendo desembarcado no Cais de Alcântara, em Lisboa no dia 18 de Janeiro de 1919.
Viria a falecer às seis horas do dia 6 de Agosto de 1964, na freguesia de Alvaredo, concelho de Melgaço.

2 - Abel Fernandes, soldado do Batalhão de Infantaria nº 3 (Viana do Castelo), 4.ª Brigada do Corpo Expedicionário Português (2ª Divisão). Nasceu à meia noite do dia 19 de Abril de 1894 no lugar da Fonte, freguesia de São Martinho de Alvaredo, filho de Bento Fernandes e de Ana Pires.
À data da sua partida para a guerra, encontrava-se solteiro e era morador no lugar da Fonte, freguesia de Alvaredo, deste concelho de Melgaço.
Embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à célebre Brigada do Minho. Já no cenário de guerra, em França, foi colocado na 1ª Bateria de Morteiros Pesados em 25 de Outubro de 1917, onde se encontrava na 1ª linha de defesa das posições.
Terá combatido na Batalha de La Lys em 9 de Abril de 1918, tendo inclusivamente recebido um louvor “pela boa vontade e inteligência com que desempenhou todos os serviços de serralheiro de que foi encarregado durante o tempo que a bateria esteve na 1ª linha de que resultou todo o pessoal estar bem alojado e com comodidades o que concorreu para a saúde do pessoal” (Louvor pelo Comandante do Batalhão em 11 de Abril de 1918).
Sobreviveu à guerra, tendo embarcado no porto de Embarque de Cherbourg (França), com destino a Portugal e desembarcado em Lisboa, no Cais de Alcântara, em 9 de Junho de 1919.
Depois de voltar da guerra, casou com Alzira Domingues no dia 4 de Fevereiro de 1922. Viria a falecer na freguesia de S. Martinho de Alvaredo em 24 de Novembro de 1984.

3 - Nicolau de Souza Lobato, soldado chauffeur do Regimento de Cavalaria nº 4 do Corpo Expedicionário Português. Nasceu no dia 17 de Janeiro de 1895 no lugar da Charneca, freguesia de São Martinho de Alvaredo, filho de José de Souza Lobato e de Hermínia da Glória Domingues.
À data da sua partida para a guerra, encontrava-se solteiro e era morador no lugar da Charneca, freguesia de Alvaredo, deste concelho de Melgaço. Embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 21 de Abril de 1917.
Já no cenário de guerra, em França, desempenhou sobretudo serviço de condutor no Parque Automóvel do Corpo Expedicionário Português. Viu-se frequentemente envolvido em vários episódios de indisciplina. Baixa à ambulância 5 em 29 de Outubro de 1917, tendo tido alta em 2 de Novembro. Em 13 de Novembro do mesmo ano, volta a baixar à ambulância, tendo alta no dia 17 do mesmo mês e ano.
Em 4 de Fevereiro de 1918, foi punido pelo “Sr. Comandante do 3º Grupo Automóvel com 2 dias de detenção porque tendo ido à revista de saúde e dizendo-lhe ser facultativo para não sair da enfermaria sem tomar um purgante, não cumpriu esta ordem”.
Em 30 de Maio de 1918, volta a envolver-se num episódio de indisciplina, tendo sido punido “pelo Sr. Comandante do Parque Automóvel com 4 dias de detenção por ter faltado à 1ª refeição sem motivo justificado”.
Na sequência destes episódios, em 29 de Julho de 1918, o soldado Nicolau Lobato foi punido pelo Tribunal de Guerra do Corpo Expedicionário “com 60 (sessenta) dias de prisão correcional.
Em 6 de Fevereiro de 1919, baixou ao Hospital de Sangue 8. Em 18 de Março de 1919, passou ao Esquadrão de Remonta. Em 3 de Abril do mesmo ano, encontrava-se no Hospital de Sangue 6, de onde foi evacuado nessa data para o Hospital da Base 1, tendo tido alta no dia 2 de Maio de 1919 para o C.M.C.A. Nessa data, deu entrada nas Prisões da Base afim de recolher ao Depósito Disciplinar 1 “por ali pertencer”. Em 24 de Maio, encontrava-se no Comando Militar do Corpo, de onde seguiu de novo, no dia seguinte, sob escolta, para o Depósito Disciplinar 1. No dia 30 de Maio de 1919, encontrava-se presente no Depósito Disciplinar 1 “afim de cumprir 60 dias de prisão correcional”.
Em 9 de Junho de 1919, encontrava-se no Porto de Embarque de Cherbourg (França) com vista a ser repatriado. Embarcou, juntamente com o pessoal dos Serviços Administrativos, em 22 de Junho de 1919 com destino a Portugal. Desembarca em Lisboa, no Cais de Alcântara, em 25 de Junho do mesmo ano.
Sobreviveu à guerra, tendo embarcado no Porto de Embarque de Cherbourg (França), com destino a Portugal e desembarcado em Lisboa, no Cais de Alcântara, em 9 de Junho de 1919.
Depois de voltar da guerra, casou com Claudina Maria Martins no dia 9 de Outubro de 1920. Viria a falecer na freguesia de S. Martinho de Alvaredo, concelho de Melgaço, às 18 horas e 30 minutos dia 17 de Outubro de 1923.

4 - Artur Domingues, soldado do 1º Esquadrão de Remonta - Escola de Equitação. Nasceu às três horas da manhã do dia 14 de Outubro de 1894 no lugar do Maninho, freguesia de São Martinho de Alvaredo, filho de André Domingues e de Maria Martins.
À data da sua partida para a guerra, encontrava-se solteiro e era morador no lugar do Maninho, freguesia de Alvaredo, deste concelho de Melgaço. Embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 2 de Julho de 1917, portador da chapa de identificação nº 67360.
Sabe-se muito pouco do seu percurso durante o conflito. Já no cenário de guerra, em França, seguiu para o Esquadrão de Remonta em 3 de Agosto de 1918, tendo sido promovido a 1º Cabo em 5 de Setembro do mesmo ano. Em 2 de Novembro, estava presente no Quartel General do Corpo Expedicionário, proveniente do dito Esquadrão de Remonta.
Em 6 de Abril, passou à 1ª Secção Auxiliar do Comando do Quartel General do Corpo Expedicionário.
Sobreviveu à guerra, tendo embarcado no porto de Embarque de Cherbourg (França), com destino a Portugal a bordo do navio “Mormugão” (navio alemão de nome original “Kommodore” que foi apresado pelos portugueses em Goa, Índia Portuguesa em 1916) e desembarcado em Lisboa, no Cais de Alcântara, em 1 de Novembro de 1919.

5 - António Besteiro, soldado do Batalhão de Infantaria nº 3 (Viana do Castelo), 4.ª Brigada do Corpo Expedicionário Português (2ª Divisão). Nasceu às quatro horas da manhã do dia 18 de Fevereiro de 1892 no lugar da Carrasqueira, freguesia de São Martinho de Alvaredo, filho de José Besteiro e de Florinda Pires.
À data da sua partida para a guerra, encontrava-se solteiro e era morador no referido lugar da Carrasqueira, freguesia de Alvaredo, deste concelho de Melgaço. Embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, portador da chapa de identificação nº 66538, tendo desembarcado no Porto  de Brest (França) no dia 18.
Sabe-se muito pouco do seu percurso durante o conflito. Já no cenário de guerra, em França, baixou à ambulância em 5 em 23 de Agosto de 1918, tendo alta no dia 3 de Setembro.
Após a reformulação do Corpo Expedicionário Português, passa a integrar o 6º Batalhão do C.E.P. Sobreviveu à guerra, tendo embarcado no Porto de Embarque de Cherbourg (França), com destino a Portugal a bordo do navio inglês “Northwestern Miller” em 15 de Abril de 1919, tendo desembarcado em Lisboa, no Cais de Alcântara, em 19 de Abril de 1919.
Após voltar da guerra, casa com Aurora Bernardo em 21 de Maio de 1925. Viria a falecer em 31 de Outubro de 1985 na freguesia de São Martinho de Alvaredo, deste concelho de Melgaço.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

As Pesqueiras do Rio Minho (Alvaredo - Melgaço)



Olhadas de Longe, as pesqueiras parecem anfractuosidades naturais onde o rio Minho bate com força deixando rastos de espuma. Velhas de séculos ou mesmo quase milenares, pois já no século XI eram referidas em doações a mosteiros e ao cabido de Tui, as pesqueiras do Rio Minho, como bens culturais, fazem parte do património paisagístico da Ribeira Minho e testemunham saberes ancestrais na escolha dos melhores sítios para se implementarem, na sua orientação em relação às correntes do rio, no trabalhar a pedra e erguer dos panos dos muros, na escolha da arte da pesca mais adequada e ainda no sistema de partilha comunitária do seu uso.
Tudo isto num vídeo fantástico!
(Fonte: Youtube).


sexta-feira, 30 de março de 2018

As apreensões de contrabando em Melgaço nos jornais de há mais de 100 anos atrás


Antiga Ponte Internacional de S. Gregório sobre o rio Trancoso (1903)

Os estudos sobre o fenómeno do contrabando nas fronteiras de Melgaço são muito concentrados no período histórico respeitante ao Estado Novo. Contudo, o contrabando nesta região é tão antigo como a definição das fronteiras há muitos séculos atrás, apesar de as fronteiras melgacense estarem muito bem guardadas, sobretudo desde meados do século XIX.
Pela leitura dos jornais melgacenses de finais do século XIX e início do século XX, ficamos a saber que o fenómeno estava bem vivo e os periódicos locais, regularmente, publicavam notícias sobre as apreensões realizadas por cada posto da Guarda Fiscal. É curioso que as mercadorias apreendidas com mais frequência eram tecidos de lã e algodão, açucar, tabaco e azeite.
Partilho com vocês dois recortes de jornais melgacenses da época que nos relatam apreensões de contrabando pelas autoridades em vários pontos de Melgaço. O primeiro recorte foi extraído do jornal de Melgaço “A Espada do Norte”, da sua edição de 29 de Dezembro de 1892 e fala-nos de:
“Apprehensões
Eis aqui as apprehensões realisadas nos diferentes postos d’esta secção durante o mez corrente:
Pelas praças do posto de Pousafolles, foram apprehendidas diferentes fazendas de lã e algodão, no valor de 10 000 réis.
Pelas mesmas praças, 200 grama de tabaco em charutos, no valor de 900 réis.
Pelas praças do posto fiscal de S. Gregório, differentes géneros alimentícios  algumas fazendas de lã e algodão, no valor de 3130 réis.
Pelas praças da columna volante, azeite, assucar e algumas fazendas de algodão, no valor de 3000 réis.
Pelas praças do posto de Cevido, differentes fazendas de lã e algodão, azeite e assucar, tudo no valor de 5000 réis.
Pelas praças do posto de de S. Martinho, 2 chailes d’algodão, azeite, arroz, assucar e tabaco, tudo no valor de 10100 réis.
Pelos 2 polícias fiscaes, em serviço n’esta vila, foi apprehendido 1 kilo de tabaco, no valor de 4500 réis.”

extraído do jornal "A Espada do Norte", edição de 29 de Dezembro de 1892

Folheando o jornal “Correio de Melgaço”, na sua edição de 28 de Julho de 1912, podemos ler acerca de mais apreensões de contrabando feitas pela guarda fiscal e não só. A notíci diz o seguinte:
“No dia 23, os soldados da guarda fiscal, João Luiz Lourenço, José Albano Domingues, Manuel Esteves Pinto, Manoel de Faria e os agentes da Companhia dos Tabacos, apreenderam a Bento Domingues, do lugar das Bouças, de Alvaredo, um revolver espanhol, uma camisola e algum tabaco, pelo que teve que pagar 16$400 réis de multa.
No mesmo dia, pelas 21 horas, os empregados acima referidos, apreenderam a Manoel Martins e Manoel Inácio, do mesmo lugar e freguesia, diversos tecidos de lã e algodão, no valor de 6$060 réis, tendo de pagar 27$5755 réis de multa.
No dia 26, os guardas do posto fiscal de Alcobaça, apreenderam a Rosa Domingues, diversos retalos de tecidos de algodão, azeite e arroz, no valor de 2$500 réis, pelo que pagou 9$590 réis de direitos e multa”

extraído do jornal "Correio de Melgaço", edição de 28 de Julho de 1912

sábado, 12 de agosto de 2017

A densa rede de Postos da Guarda Fiscal em Melgaço em fotos



Melgaço é um dos concelhos portugueses com maior proporção de linha de fronteira: três quintos do território confinam com a Galiza, num percurso que se estende por 61 Km’s: 22 Km’s de fronteira terrestre e 39 de fronteira (incluindo os 19 Km’s correspondentes ao rio Minho). O traçado e a extensão da linha de fronteira, associados à intensidade e à diversidade do contrabando e da emigração clandestina, justificam que Melgaço tivesse a maior secção da Guarda Fiscal de todo o Vale do Minho. Em 1961, serviam, neste concelho, 2 sargentos, 16 cabos e 74 soldados distribuídos por 17 postos. (GONÇALVES, A., 2004). Nenhum outro concelho da região tinha a sua fronteira tão vigiada.
Os Postos da Guarda Fiscal estavam repartidos pelas várias freguesias com linha de fronteira: na freguesia de Castro Laboreiro (Ribeiro de Cima, Ribeiro de Baixo, Portelinha, Vila e Ameijoeira); na freguesia de Cristoval (Ponte Velha, Cevide e S. Gregório); na freguesia de Santa Maria da Porta, Vila (Posto da secção de Melgaço); na freguesia de Fiães (Pousafoles); na freguesia de Lamas de Mouro (Alcobaça); na freguesia de Paços (Porto Paços); na freguesia de Penso (Paranhão); na freguesia de Alvaredo (S. Martinho); na freguesia de Alvaredo (S. Martinho); na freguesia de Fiães (Portocarreiro); na freguesia de Remoães (Mourentão); na freguesia de Prado (Prado). Esta densa rede de postos procuraram durante décadas controlar o contrabando e as  migrações ilegais na raia. 
Apresentamos um conjunto de fotografias dos vários antigos Postos da Guarda Fiscal no nosso concelho. As fotos têm, na sua maioria, cerca de 25/30 anos. Um importante património que não deve ser esquecido. Faz parte da História da nossa terra...

Posto da Guarda Fiscal de Ameijoeira (Castro Laboreiro - Melgaço)
Posto da Guarda Fiscal de Portelinha (Castro Laboreiro - Melgaço)

Posto da Guarda Fiscal de Castro Castro Laboreiro (Melgaço)

Posto da Guarda Fiscal de Alcobaça (Lamas de Mouro - Melgaço)


Posto da Guarda Fiscal de Portocarreiro (Fiães - Melgaço)



Caseta da Guarda Fiscal de S. Gregório (Cristoval - Melgaço)


Posto da Guarda Fiscal de S. Gregório - Ponte Velha (Cristoval - Melgaço)


Posto da Guarda Fiscal de Cevide (Cristóval - Melgaço)
Posto da Guarda Fiscal de S. Gregório (Cristoval - Melgaço)
Posto da Guarda Fiscal de Porto Paços (Paços - Melgaço)

Posto da Secção da Guarda Fiscal de Melgaço (Vila)

Posto da Guarda Fiscal do Peso (Paderne - Melgaço)
Posto da Guarda Fiscal de S. Martinho (Alvaredo - Melgaço)

Posto da Guarda Fiscal de Paranhão (Penso - Melgaço)

Informações extraídas de: GONÇALVES, Albertino (ano desconhecido) - Caminhos de inquietude: A organização do contrabando no concelho de Melgaço. O Miño, uma corrente de memória.
Fotos (fonte): http://guardafiscal.org