terça-feira, 19 de novembro de 2013

Postal antigo de 1898 com carimbo da Estação de Correios e Telégrafo de Melgaço

Postal comemorativo dos 400 anos da descoberta do caminho marítimo para a Índia (1488 - 1898). Está carimbado com a data de 8 de Maio de 1898 na Estação de Correio e Telégrafo de Melgaço. 
Podemos ver uma ilustração com o Mosteiro dos Jerónimos e o selo impresso no próprio postal, com a face do rei D. Carlos,  no valor de 10 réis. 


domingo, 17 de novembro de 2013

Nossa Senhora da Orada (Melgaço) por volta de 1920 em postal antigo

Postal antigo enviado de Melgaço, do Peso, para J. de Moura Coutinho, para a sua morada em Braga, para os lados do Teatro Circo. O mesmo foi escrito em 19 de Setembro de 1920 mas apenas enviado no dia seguinte, 20 de Setembro, conforme carimbo dos Correios.





quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MELGAÇO, 1956 - Faltam braços para a lavoura




Na edição de 15 de Abril de 1956, no jornal diário "República", um artigo fala-nos de um problema que existia na época em Melgaço e na região. Conta-nos que este jornal recebeu de um agricultor de Penso de nome Ricardo Esteves Cordeiro uma carta onde o mesmo fala da "falta de braços para a agricultura" especialmente na altura de Abril, época das sementeiras. Fala que muitos lavradores emigraram e os jovens ausentam-se para "cumprir os seus deveres para com a Pátria" e desta forma existe uma grande falta de mão de obra para realizar as tarefas agrícolas. 
Leia o artigo na totalidade no recorte aqui apresentado.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Castro Laboreiro no Diccionario Geografico-Estadistico de España y Portugal (1826)



Vale do rio Laboreiro junto à localidade de Ribeiro de Baixo (Castro Laboreiro - Melgaço)


Na obra publicada em 1826 intitulada Diccionario Geografico-Estadistico de España y Portugal, diz-se
«CASTRO LABOREIRO, Villa R. Portugal, província de Entre Duero y Miño, comarca de Barcelos; parroquia, cabeza de la encomienda de la órden de Cristo. Su vecindario asciende a 436 fuegos y 1,495 habitantes. En lo mas elevado de las montañas que separan esta provincia del reino de Galicia, y de la de Traz-los-Montes, está esta villa a 2,5 leguas al S.E. de Melgazo. Es pais muy frio e fragoso, de donde dicen los autores portugueses, que le viene el nombre de Laboreiro. Su castillo está situado em peña viva, y rodeado de una muralla sencilla con 2 puertas.. En una terra tan áspero y frio, no es de admirar que sus productos esten reducidos á poco cent., mijo y nabos, pero lo que le falta en granos, lo resarce en gado lanar, particularmente churro de la mejor casta, de cuya lana hacen escelente buriel que es la industria de sus moradores. Los árboles son igualmente poco frequentes, y los que hay que se reducen a pequeños robles de mala especie. Sus montes abundan de todo género de salvagina, y unos arroyos que passan por su término, en escelentes truchas.»


Extraído de: Diccionario Geografico-Estadistico de España y Portugal, 1826.

domingo, 3 de novembro de 2013

Nas fronteiras de Melgaço e Monção...em busca de Paiva Couceiro (1911)


 "É entre estas vilas portuguesas, da província do Minho, que se defrontam com Galisa, que se vê a velha ponte romana, compondo o cenário extremamente pitoresco de toda a região do nosso lindo Portugal.
   São estas duas vilas, Melgaço e Monsão, das mais históricas do Minho, por feitos heróicos dos seus filhos nas guerras em defesa da integridade da pátria contra os assaltos de seus visinhos de Espanha.
   Então como agora são as terras de fronteira que despertam as atenções do publico por serem o campo de acção dos que conspiram contra o novo regime.
   Refugiados na Galisa, mercê do governo de Espanha que lhes dá quartel,  os conspiradores portuguêses tentaram passar as fronteiras pelo Minho, antes de o fazerem agora por Traz-os-Montes, realisando de facto a incursão das suas forças por Vinhaes, entre Chaves e Bragança.
   O insucesso dessa incursão foi noticiado pelos telegramas, mais ou menos contraditórios sobre os resultados da aventura, sendo, todavia, certo que houve recontro com as tropas do governo, em que de parte a parte se deram ferimentos e até mortes.
   Entretanto os conspiradores não lograram seu intento, e debandaram novamente para a fronteira da Galisa, onde parece que se conservam uns, enquanto outros desanimados dispersaram-se abandonando seus camaradas, à frente dos quaes se encontra Paiva Couceiro.
   Agora voltam novamente suas vistas para o Alto Minho, tentando entrar em Portugal por algum destes postos de fronteira.
   Não é fácil prever quanto durará tal situação desde que estas incursões tomaram o caracter de guerrilhas, como em tempos, que já lá vão, aconteceu com os celebres Remichido e Galamba, nas lutas liberaes, que por muito tempo inquietaram e não pouco prejudicaram as provincias do Alentejo e do Algarve, especialmente.

   A Historia vae, infelizmente repetindo-se. É o mesmo povo, é o mesmo país, são as mesmas paixões, e quasi um seculo decorrido, parece tudo encontrar-se na mesma ignorancia e por isso no mesmo fanatismo!"

Nota: O General Paiva Couceiro era um opositor ao novo regime republicano e tentou restabelecer a monarquia pela via militar. Perseguido pelas tropas republicanas, refugiou-se em terras galegas e por várias vezes tentou voltar a entrar em Portugal para voltar a proclamar a monarquia. Seria preso em Arbo quando tentava entrar em Melgaço em 1918.

Extraído de:
- O OCCIDENTE, Revista Ilustrada de Portugal e do Estrangeiro. Nº 1181; 20 de Outubro de 1911.