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sábado, 14 de setembro de 2019

Melgaço, 1956 - Reportagem vídeo sobre a rodagem do filme "Orgulho e Paixão", nas margens do Minho



Há mais de 60, mais concretamente em 1956, decorriam em Melgaço, nas margens do Minho, trabalhos de preparação para a gravação de exteriores do filme "Orgulho e Paixão" do realizador norte-americano Stanley Kramer. 
O filme contava no seu elenco atores célebres como Sophia Loren, Cary Grant ou Frank Sinatra. Na época, tal facto é noticiado em diversos meios de comunicação social. Por exemplo, no jornal brasileiro Correio da Manhã (periódico do Rio de Janeiro), podemos ler a seguinte notícia "Sofia Loren, Cary Grant e Frank Sinatra devem chegar dentro de dias a Portugal para filmar nos arredores de Melgaço os exteriores da película "Orgulho e Paixão", de Stanley Kramer. Uma ponte de barcas está a ser preparada no rio Minho, pois o filme decorre durante as invasões napoleónicas" (edição de 9 de Setembro de de 1956). Boa parte dos exteriores, foram gravadas nas margens do Minho em Arbo, do outro lado do rio.
Fica aqui partilhada uma pequena reportagem em vídeo da época acerca da preparação de exteriores nas margens do Minho, em Melgaço.








sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Quando alguns melgacenses foram socorrer os galegos dos soldados franceses (1809)




As três invasões francesas, ocorridas em princípios do século XIX a Portugal mudariam o nosso país para sempre.
Não existem registos de que as tropas francesas tenham estado alguma vez em Melgaço. Contudo, em 1809, na 2ª Invasão Francesa, as tropas napoleónicas, pretendiam entrar em Portugal atravessando o rio Minho. Começaram por tentar entrar em Caminha, depois em Cerveira e depois ainda Valença enchendo barcas de soldados para atravessar o rio. O plano era ocupar esta última vila. Contudo, todas essas tentativas não foram bem sucedidas. A complicar a vida aos franceses, havia ainda a má relação entre as tropas napoleónicas e as comunidades da Galiza. Um dos episódios mais célebres foi a insurreição dos aldeões na Ponte de Mourentan (Arbo) encabeçada pelo padre Mauricio Trancoso, pároco do Couto, entre outros atos de revolta contra a presença francesa na região encabeçadas por este pároco. Alguns destes episódios, são-nos contados na publicação “Gazeta del Gobierno” espanhol de 17 de Março de 1809, especialmente quando alguns melgacenses foram socorrer os galegos dos soldados franceses:
Lisboa, 28 de Fevereiro - Escrevem de Viana, com data de 20 do corrente, que todo o dia 17 e parte do 18 (de Fevereiro de 1809) atiraram os franceses, posicionados na outra margem do Minho, com canhões de 18 e 24 e apesar de terem acertado em algumas casas, foi sem dano de maior. Vendo que com isto não se atemorizavam, ontem retiraram-se daquela paragem, depois de alguns saques, levando algumas donzelas. Contudo, logo os nossos, havendo observado, juntaram os frades do Convento de São Domingos e uma Companhia de Ordenança da mesma vila, passaram o rio até à margem oposta e trouxeram as duas peças com que os franceses os tinham atacado.
Das fronteiras da Galiza chagaram notícias do dia 20 deste mês, de que em Tui em frente a Vilanova e em Salvaterra havia bastante tropa inimiga, havendo muitos movimentos para entrar no nosso reino (Portugal) em barcas pelo rio Minho. Mas a nossa tropa fez-lhe dura resistência com ações de grande valor.
Acaba de chegar a notícia a Viana por três sujeitos, com testemunhos coincidentes, que no dia 19 em frente a Melgaço na Galiza, desconfiando os franceses dos galegos, começaram a “pasarlo todo á cuchillo”. Os galegos gritavam aos portugueses para eles os fossem socorrer, e estes passaram a toda a pressa num grande número de barcas, obrigando os franceses a retirar-se mais acima, ficando estes com 80 mortos (número certamente exagerado!) e dos nossos, apenas ficou um ferido.”
Em Melgaço, pelos vistos, falava-se que “os franceses eram piores que feras; queimaram uma igreja e alguns lugares em Sacariñas e Muzetan. Temos à nossa vista mais de 60 homens de infantaria e de cavalaria. Acredita-se que se dirigem para Lugo por não poderem realizar os seus intentos de entrar em Portugal”.
As tropas francesas iriam atravessar o rio Minho em Orense e iriam entrar em Portugal pela fronteira de Chaves, a partir de onde iriam avançar para Braga e depois para o Porto. Seriam expulsos pelas tropas portuguesas e inglesas e sairiam por Montalegre em direção a Orense.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Ponte Internacional Melgaço/Arbo: um sonho realizado muitas décadas depois




A Ponte Internacional que liga Melgaço ao municipio galego de Arbo foi inaugurada em 1998 pelo presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Rui Solheiro, e pelo Presidente da Xunta de Galícia, Manuel Fraga Iribarne. Era um desejo muito antigo, com várias décadas, dos municípios de Melgaço e dos concelhos galegos da outra margem pelas óbvias vantagens em termos de acessibilidades para os dois lados da fronteira. Essa enorme vontade de concretizar a dita ponte fica demonstrada numa notícia num jornal galego 35 anos antes da sua inauguração. De facto, no periódico galego “La Noche”, na sua edição de 29 de Maio de 1963, podemos ler uma notícia que nos fala desse projeto. Todavia, demorou mais de três décadas para se concretizar…
Na notícia, pode ler-se:

“Se proyecta construir un puente internacional en Arbo

PEUNTEAREAS. - Por la prensa primero y por boca del Alcalde de Arbo, despúes, sabemos que se han hecho gestiones com las autoridades portuguesa, para la construcción de un puente internacional que una a Melgazo com Arbo.
Hemos visto el lugar donde se pretende construir el puente y lo consideramos el mas indicado a lo largo de la frontera, por la estrechez de la garganta del rio, por las condiciones naturales del terreno y, sobre todo, por la proximidad de las carreteras que mueren a la orilla del Miño, una en lado español y outra e.. el lado portugués.
Si se llegara a realizar la construcción del puente internacional en Arbo, nuestra comarca - los municipios de La Cañiza, Creciente, Covelo, Mondariz, Mondariz Balneareo, Las Nieves y Puenteareas - serian grendemente beneficiados, pues ello evitaria un largo desplazamiento a Tuy para el pase de la frontera y originaria una corriente turística del Norte de Portugal a nuestra tierra.
Pero, de todos los municipios ntes citados, el nuestro y el de La Cañiza serian los más beneficiados ya que la gran corriente turística que, a través del puente internacional de Arbo, viniera a España, forzosamente tendria que pasar por una de las localidades, ya que dirijan al Norte o al Sur en la Ruta Vigo-Madrid. Nuestro buen amigo, al dinámico alcalde de Arbo, está dispuesto a trabajar sin desmayo hasta conseguir el puente internacional: y sabemos que para el próximo mês de junio tiene anunciada la visita, a la vecina localidad de Melgazo, el Ministro de las Obras Públicas de Portugal; y se espera que para Agosto se consiga que venga el español com el fin de estudiar, sobre el terreno, las possibilidades de la construcción del puente.
Pero no debe estar sólo el Alcalde de Arbo en esta hora de la hucha por el puente internacional. Deben secundar su gestión todos los Ayuntamientos de los municipios que antes citamos; es más, creemos que las gestiones que hayan de realizarse en los organismos oficiales de la capital de España, deben efectuarse conjuntamente por los siete Ayuntamientos y desplazarse a Madrid y a Lisboa una comisión integrada por los siete alcaldes, para interesar de los señores Ministros de Obras Públicas una pronta intervención y un rápido estudio de las posibilidades de la construcción del puente internacional de Arbo, llevando también un amplio estudio de los enormes beneficios que reportaria la construcción de dicho puente a tan extensa comarca."

(Clique para ampliar)


Fonte: Jornal "La Noche", edição de 23 de Maio de 1963.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Melgaço e Arbo - dois povos irmãos


Em Julho de 1965, o jornal galego "El Pueblo Gallego" publica um texto sobre Melgaço e as suas gentes. Descreve-as como gente simples, cheias de fé e defensoras acérrimas das suas tradições e costumes e não esquece a proximidade com as gentes do outro lado do rio. Nele, pode ler-se:

"Melgaço y Arbo - Dos pueblos ribereños y unidos

A orillas del Miño, entre campos verdes, com maiz, coles, pequeños boscajales de naranjos y sobre todo, los viñedos. Estamos en Melgaço. Parece un centinela custodiando al Miño. Es una bella ciudadela com su mirador en matacan y su sensilla y bella iglesia parroquial.
Melgaço es un localidad deliciosa, com los caminos bordeados de cerezos y sus verdes y escarpadas orillas, donde matan al tiempo los pescadores de lamprea y a veces - las más - hablan com sus colegas de la outra orilla, los no menos famosos pescadores de Arbo.
Las gentes de Melgaço son sensillas y amables, con una fe religiosa y una tradicion costrumbista admirable. Las ruínas de las antiguas fortificaciones dan a la localidad una vieja historia y un sabor de siglos. En su verde campiña esta la ermita de la Divina Pastora, venerada imagen primorosamente tallada en madera y a quien la gente del campo profesa particular devocion.
La villa de Melgaço es, segun los historiadores, un antiguo castro romano. Su geográfica situacion estratégica le dan condiciones inigualables. En el año de 1808, los habitantes de Melgaço combatieron heróicamente contra las fuerzas napoleónicas, siendo la primera villa ribereña al Miño que logró expulsar de su término a los franceses.
Melgaço y Arbo, por su proximidad y por muchas cualidades afines, son dos villas intimamente unidas, para las cuales el Miño no significa una separacion, sino un lazo de unión que los estrecha. En las fiestas patronales de ambas localidades, viven hermanados los habitantes de los dos pueblos, y quando la lamprea es un motivo de trabajo y de festejo, la vieja hermandad vuelve a quedar de patente manifesta.”

Página do jornal citado. (Clique para ampliar)


Extraído de: Jornal “El Pueblo Gallego”, edição de domingo, 27 de Junho de 1965

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Documentário "Trabalhadores do contrabando": ex-contrabandistas falam na 1ª pessoa


“Trabalhadores do contrabando” é o nome de um documentário produzido na Galiza que nos fala desta atividade tão antiga como a existência das fronteiras. Ouça ex-contrabandistas melgacenses e de Arbo a falar sobre esses tempos onde o contrabando era um verdadeiro “modo de vida”, essencial para a sobrevivência de muitas famílias em tempos difíceis..... Veja o vídeo completo!

domingo, 16 de agosto de 2015

Rio Minho em Melgaço nos postais dos últimos 100 anos

Rio Minho no Peso (Melgaço) e Ponte Internacional,  década de 90 do século XX


Mostramos uma pequena coleção de postais dos últimos 100 anos alusivos ao rio Minho à sua passagem por Melgaço. Faça uma viagem no tempo...



Rio Minho no Peso (Melgaço), passagem de batela em meados do século XX
Rio Minho avistado desde Gondufe (início do século XX)
Rio Minho no Peso (Melgaço), inícios do século XX
Rio Minho no Peso (Melgaço), início do século XX

Rio Minho em Remoães (Melgaço), inícios do século XX


Rio Minho no Peso (Melgaço), inícios do século XX 

Rio Minho à passagem por Melgaço, com vista para o comboio na margem galega (início do século XX)

Rio Minho no Peso (Melgaço), meados do século XX
Rio Minho no Peso (Melgaço), meados do século XX 
Rio Minho no Peso (Melgaço), meados do século XX
Vista para o rio Minho e Capela de Nossa Senhora de Loudes (meados deo século XX)
Rio Minho no Peso (Melgaço), meados do século XX
Rio Minho avistado desde o Cruzeiro  de S. Julião (início do século XX)
Rio Minho entre Melgaço e Arbo (década de 80)
Rio Minho (Melgaço), década de 80 do século XX

Rio Minho no Peso (Melgaço) e Ponte Internacional,  década de 90 do século XX

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Notícias de uma tragédia (1930): Num dia em que os Bombeiros e o povo de Melgaço foram heróis


O dia 14 de Outubro de 1930 ainda hoje é lembrado em Cequeliños ou em Melgaço por alguns. Naquele dia, por volta das 11 horas e trinta e cinco minutos da manhã, o comboio expresso procedente de Madrid com destino a Vigo descarrilou nas imediações da ponte daquela localidade galega, em frente a Melgaço. Do lado de cá do rio, alguns populares viram a tragédia. Rapidamente, os sinos da Matriz da vila tocaram a rebate. Bombeiros e populares metem-se em batelas ou simplesmente a nado, atravessam o rio, indiferentes à presença da Guarda Fiscal ou aos carabineros espanhóis. Seriam os primeiros a socorrerem os feridos.  
O jornal diário espanhol ABC, na sua edição de 15 de Outubro de 1930, conta-nos que “La máquina se salió de la via por el lado izquierdo e se dice que cayó al rio Miño. Por el lado derecho, descarrilaron el furgón y quatro coches de viajeros, además del correo.”

Como já referi, de Melgaço, chegaram os primeiros socorros às vítimas da tragédia. O jornal ABC conta-nos também que “Frente a Cequeliños, al outro lado del rio, se halla enclavado el pueblo português de Melgazo. Al presenciar los vecinos la catastrofe, tocaron a rebato las campanas inmediatamente, cruzaron el rio los bomberos e numerosos, que se dedicaron a prestar auxílio a los heridos. Es muy elogiado este humanitario comportamiento de los bomberos e vecindario de Melgazo.”


Recorte do jornal ABC (edição de 15 de Outubro de 1930)

O jornal “La Vanguardia”, na sua edição desse mesmo dia, conta-nos que “La máquina se desprendió del convoy por exceso de velocidad y saltó por un terraplén de catorce metros de altura. Por el otro lado de la vía descarrilaron dos cochas de primera y el coche correo. Los coches de tercera pararon, violentamente sin descarrilar. Los momentos de pánico dieron lugar a escenas horribles.”
Este jornal também fala do voluntarismo dos bombeiros e das gentes de Melgaço nestes termos “Llegaron poco después de la catástrofe los bomberos y vecinos del pueblo portugués de Melgazo, corriendo por las montañas para abreviar el camino, siendo elogiadísimos.”
Num outro jornal espanhol, o “Heraldo de Madrid”, na sua edição de 15 de Outubro de 1930, também encontramos ecos da tragédia e do voluntarismo das gentes e bombeiros melgacenses. 

Neste jornal, lemos a seguinte notícia:


“EL SINIESTRO FERROVIARIO OCURRIDO EN PONTEVEDRA
La locomotora del expreso de Galicia, al caer por
vueltas de campana y aplastó a una pastorcíta

V I G O, 15. — Se conocen nuevos detalles del accidente ferroviario. El descarrilamiento ocurrió en una curva pronunciadísima que desemboca en un puente sobre el río Miño. Se sabe que la locomotora se salió de la vía por el lado izquierdo y cayó por un terraplén de catorce metros de altura, dando varias vueltas de campana. El furgón de cabeza, un coche-cama y otros dos de primera clase se salieron del lado derecho, quedando tumbados por tropezar contra un talud. A esto se debe que el número de victimas no haya sido mayor. En el terraplén por donde deslizóse la locomotora se hallaba apacentando ganado la niña de diez años de edad Rosa Carballo López, la cual fué aplastada por la máquina, muriendo casi instantáneamente.
Los bueyes que la pobre niña guardaba salieron despavoridos y han sido capturados a larga distancia. Al darse cuenta de lo ocurrido acudió al lugar del suceso el vecindario de Cequeliños, dedicándose a recoger a los heridos. El maquinista, Alfredo Vázquez, apareció en su sitio fuertemente agarrado a la palanca central de la máquina. Costó gran trabajo extraer el cadáver. Alfredo estaba casado, y al presentarse su esposa en el lugar del siniestro se desarrolló la tristísima escena que puede el lector suponer. Deja cuatro hijos de corta edad. Frente a Cequeliños, al otro lado del río, se haya el puerto portugués de Melgazo. Al enterarse su vecindario del suceso tocaron a rebato las campanas de la iglesia, y cruzaron el río bomberos y numerosos vecinos, que se dedicaron a auxiliar a los heridos. Se elogia la humanitaria conducta de los bomberos y del vecindario de Melgazo.
Los muertos son el maquinista y la niña Rosa. Esta era portuguesa y prestaba servicio en unión de un hermanito en la casa de un vecino de Cequeliños. Se calcula que los heridos son quince. Parece que entre los heridos figura el cónsul norteamericano en esta ciudad (Madrid), el cual venía a posesionarse de su destino. Figuran entre los heridos María Andreus, alemana, procedente de Bilbao, que se dirigía a Monte Estoril (Lisboa), donde tiene su residencia, presentaba heridas en la cara y pierna izquierda. José Cuadrado Diéguez, marino, sevillano, que venía a esta ciudad, presenta diversas heridas.
José Blanco Soler, vecino de Vigo, con diversas lesiones, regresaba de un viaje a Madrid. Vicente Domonte García, alto empleado de ferrocarriles, herido en la cabeza. Juan Lago López, vecino de esta ciudad, con diversas lesiones. José Longa, fogonero, con múltiples lesiones. Dionisio Parrero y Venancio Sanz Prast, viajantes, con contusiones diversas en la cabeza y tronco.
Se desconocen los nombres de los restantes heridos por haber sido trasladados a diversas clínicas particulares.
(...) Los primeros auxilios fueron prestados a los heridos por los bomberos portugueses de Melgazo.»





Recorte do jornal Heraldo de Madrid (edição de 15 de Outubro de 1930)

Na sequência da forma destemida como os Bombeiros de Melgaço socorreram as vítimas deste trágico sucedido, a corporação dos “Soldados da Paz” do nosso concelho, foi reconhecida como instituição de “utilidade pública pelos relevantes serviços prestados” mediante o Dec. nº  23425 de 29-12-1933. Além disso, foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem de Benemerência segundo o Dec. de 06-07-1934 (Diário do Governo, nº156, 2ª série, 06-07-1934).   


Informações recolhidas em:
- DOMINGUES, Maria de Jesus & MALHEIRO DA SILVA, Armando Barreiros (1989) - Heráldica Melgacense - Associativa, de Domínio e Eclesiástica. Cadernos da Câmara Municipal de Melgaço, nº 5, Melgaço.
Diário do Governo, nº 156, 2ª série, 06-07-1934;
- Jornal ABC, edição de 15 de Outubro de 1930;
- Jornal Heraldo de Madrid, edição de 1930; 
- Jornal La Vanguardia, edição de 1930.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Arbo, 1904 - Banda de Música de Melgaço tocou para o rei de Espanha

Vista para o rio Minho e para Arbo, no início do século XX

No periódico espanhol “La Correspondencia de España”, na sua edição de quarta feira, dia 16 de Março de 1904, fala-se da presença do rei espanhol D. Alfonso XIII em terras galegas. Nessa visita real, o monarca do país vizinho passou por Arbo, onde o aguardava o povo da terra e... uma banda de música de Melgaço (provavelmente, o jornal refere-se à filarmónica melgacense).
Então, à chegada da comitiva do rei, a banda de música de Melgaço interpreta a Marcha Real. Depois de tocar a Marcha Real, o rei de Espanha dirige-se à banda melgacense e pede-lhe que toque o hino nacional português, pedido que foi prontamente correspondido pela banda de Melgaço.


Leia a notícia!  

(Clique para ampliar as imagens)


Fonte: "La Correpondencia de España", nº 16 840, edição de 4 de Março de 1904,  ano LV.